31 jul. 2013

[Rússia] Apoio para Irina Lipskaya, anarquista e antifascista presa em Moscou

Recibimos no correo e difundimos:
7 de junho de 2013, a prisão de Irina Lipskaya foi prolongada até o dia 2 de outubro. Ela foi presa no dia 2 de julho de 2012, portanto, agora Irina já passou mais de um ano na prisão sem julgamento! O aprisionamento de Irina foi prolongado em função de declarações duvidosas de suas alegadas "vítimas" que ainda não haveriam tido contato com os resultados da investigação.

Irina é acusada de participar de um assalto armado contra um concerto nazista em um clube de Moscou chamado "Barrikada" no dia em que foi presa. Ela foi acusada de três crimes, incluindo "vandalismo, cometido por um grupo com intenção preliminar” e "envolver menores em crime de ódio", visto que uma das pessoas presas tinha 17 anos de idade no momento da prisão.

Irina foi presa alguns dias após concluir sua graduação em Jornalismo na Universidade do Estado de Moscou (em anexo uma imagem dela durante a sua diplomação). Ela precisa de cuidados médicos para sua mão, pois foi esfaqueada por nazistas durante uma briga no dia 1º de Maio de 2011, mas em detenção preventiva ela não pode receber assistência médica apropriada.

Durante a sessão do Tribunal sobre a detenção preventiva no último dia 27 de junho, Irina foi forte e mostrou que o sistema não irá esmagá-la. Ela também não precisa de ajuda material. Porém, apoio moral é necessário, um ano inteiro de prisão preventiva é difícil para qualquer um e durante a investigação ela já foi traída por antigos camaradas.

Você pode escrever para Irina no seguinte endereço:

Irina Antonovna Lipskaya, k. 308
SIZO-6 "Pechatniki"
Ul. Shosseynaya 92
109383 Moscou - Rússia

Mas lembre-se que cartas em inglês são raramente aceitas nas prisões russas, então se você não tiver como escrever em russo (por exemplo, utilizando frases simples e traduzindo-as através do programa de tradução do google) apenas mande fotos e cartões postais.

Tradução > Malobeo
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29 jul. 2013

Contra as touradas de A Coruña

Como todos os anos por estas estivais datas, o concello da Coruña cóbrese de gloria (e sangue) financiando o macabro espectáculo das touradas coruñesas. Como todos os anos, este nauseabundo evento é financiado pola administración herculina pese ao masivo rexeitamento da poboación e á absoluta falta de tradición e arraigamento deste sádico desproposito. Terán lugar entre o venres 2 e o domingo 4 de agosto no Coliseo da Coruña baixo o título "Feria de María Pita 2013".
Coincidindo co ultimo día (domingo 4) convocouse unha manifestación ás 12:00h e con saída do obelisco por parte de Galicia Mellor Sen Touradas, Libera e Fondation Franz Weber (-AQUÍ). Respaldan a convocatoria unha retaíla de organizacións, colectivos e partidos políticos na "sopa de letras" habitual nestes casos.

Dende Abordaxe sabemos que esta non será a única convocatoria contra tan noxento espectáculo, posto que unha manifestación a varios quilometros da praza e noutro horario distinto ao dos sanguentos "festexos" non será o único rexeitamento a tan especista canallada. Os amantes do sufrimento animal non se irán "de rositas" sen escoitar o que pensan os que rexeitan a espectacularización da tortura. Atentos as vindeiras convocatorias das que seguro nos faremos eco neste blog.

C.R.
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27 jul. 2013

[Grécia] Comunicado de presxs das CCL sobre Marjan Kola, asesinado polos servizos antiterroristas o 21 de xullo

Colamos este comunicado publicado en Indymedia Atenas e que traducimos de ContraInfo:

Marjan Kola foi asasinado polos servizos antiterroristas o 21 de xullo de 2013 preto das fronteiras gregas coas albanesas. Marjan Kola, de orixe albanesa, era un dos 11 presos que escaparon do cárcere de Trikala, o 22 de marzo de 2013. Durante os meses que seguiron á espectacular fuga, que deixou humillado ao Estado e os seus carcereiros, a policía grega emprendeu unha verdadeira cazaría humana contra os fuxitivos matando 2 e recapturando outros 4. Recordemos tamén que, tras a fuga do cárcere de Trikala, o Poder enviou a varias prisións gregas unidades de antidisturbios e os servizos antiterroristas para mallar, torturar e arrasar as celas de presos anarquistas e outros reos que non agachan a cabeza.

MIRUPAFSHIM*

E, ao final, como gañar a liberdade? O único que é certo é que se encontra fóra das gaiolas da democracia, fóra dos almacéns de almas humanas, fóra do país da "corrección", a submisión, a apatía e os psicofármacos.

Cada día é unha realidade repetitiva. Cada mañá, mediodía, noite, óese o son das chaves. O reconto. Deben asegurarse de que segues alí, encerradx entre catro paredes. E soamente un paseo polo patio, mirando o azul do ceo, faiche botar de menos o de fóra... e, mañá, outra vez dende o principio... Nunha cotianidade, onde o tempo parece terse conxelado...

Neste ambiente, se tes sorte, coñecerás tamén humanos aos que o formigón non lles encarcerou a mente. Pensan continuamente en como demolerán os muros, en como escapar... alí, pois, nos alxubes de Trikala, coñecemos a Marjan.

Non queremos escribir o eloxio a ninguén. Por certo, sabemos que Marjan nin era anarquista, nin noso compa. Pero tamén sabemos que tiña unha alma libre e que os seus ollos miraban o horizonte buscando, sen cesar, a oportunidade de fuxirse do espazo-tempo morto do cárcere.

Diso queriamos falar. Das poucas palabras que tiñamos intercambeado con el. De como quería e esixiu a súa liberdade incondicional. Da forma en que, ferozmente, fixo o seu sono realidade. Da liberdade pola que sangrou e, finalmente, deu a vida. Dun camiño que poucxs elixen seguir ata o final. De todo o que apreciamos nel cando o coñecemos.

Un adeus a ti, amigo. Un adeus a todxs aquelxs que "se foron" intentando fuxir das gaiolas da democracia.

Algúns membros presos de CCL que se encontraron con Marjan nas prisións de Trikala

P.D.: En canto ás emboscadas mortais e os covardes cazadores de cabezas modernos, as palabras sobran. A nosa alegría é que choredes sobre os féretros dos vosos colegas.

*Mirupafshim significa "ata a vista" en albanés.
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[Grécia] Fascistas picham muros de okupa em Atenas

Comunicado:

Na terça-feira, 23 de julho, alguns fascistas passaram em frente ao prédio da okupa Prapopulu, no bairro de Jalandri, em Atenas, e pela segunda vez picharam a parede exterior do imóvel, pegaram uma faixa que estava pendurada nas grades e fugiram. Como são uns brucutus covardes, acreditam que tais ações nos assustam.

A okupa foi incendiada no passado, sofreu detenções preventivas de seus membros e ameaças, no entanto está firme neste lugar e continuará firme. Qualquer ação como esta nos une e nos fortalece cada vez mais. A relação que existe entre nós, os laços que temos com o bairro há 7 anos e nossa ação política e social não pode ser eliminada com a intimidação e arrogância.

Apelamos a todos os antifascistas do bairro, e não só para estar em alerta. O terrorismo não passará; a luta contra os fascistas, a fascistização e o totalitarismo moderno crescerá e vai se intensificar por todos os meios, onde e quando sirva a cada um deles.

Não mais passividade e neutralidade. O Estado já soltou os seus asseclas para reprimir todos aqueles que resistem, a qualquer voz diferente. Não temos medo, somos teimosos para continuar nossa luta.

Resistência, Solidariedade, Auto-organização

Okupa Prapopulu

Notícia relacionada:

http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2013/07/15/grecia-com-a-protecao-da-policia-fascistas-atacam-o-espaco-social-livre-synergeio/

agência de notícias anarquistas-ana
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[Canadá] Entrevista com Mel Bazil no 4º Acampamento Anual de Unis'tot'em de Ação

Colamos esta interesante notícia sobre o que se passa no Canadá ao respeito das lutas contra oleodutos e gasodutos, também, para quem entenda inglês colamos as ligaçons à entrevista que recebemos na caixa de correios:

Liberte as Pessoas, Defenda a Terra!

Por Aaron Lakoff

Mel Bazil é um indígena Gitxsan e homem de família Wet'suwet'en, ativista da independência indígena, e anarquista. Nos últimos anos, ele tem apoiado as barricadas do acampamento Unis'tot'en contra oleodutos e gasodutos ao norte da ocupada e inexorável “Colúmbia Britânica”. Desde 2010, o acampamento Unis'tot'en tem realizado ações diretas com êxito no sentido de prevenir que 7 empresas transportem óleo de betume das areias de piche de Alberta e gás natural de uma fratura hidráulica para a costa do Pacífico. O Unis'tot'en agora realiza um protocolo de anuência livre, preparatório e informativo, para todas as pessoas que procuram ter acesso à suas terras. Também construíram uma horta em permacultura e uma pit house [espécie de edifício primitivo cavado no chão] diretamente no caminho das tubulações em um inspirador exemplo de ação direta.

Nesta entrevista, Mel fala sobre resistência indígena contra as indústrias extrativistas no território Wet'suwet'en, a concepção Wet'suwet'en sobre direitos, responsabilidade para defender a terra, e os perigos da compensação de carbono e das lutas “que não estão no meu jardim”.


Nas palavras de Mel, “as tubulações se tornaram um canal para levantarmos nossa voz e independência. Mas nosso povo tem declarado nossa independência por muito tempo. Sentimos como se o seu impulso agora viesse com força. Existem mulheres desaparecidas e mortas ao longo da Ilha Tartaruga. Nossas crianças estão sendo removidas de suas casas. E segundo a lei canadense, continuam na expectativa de que nós devemos esperar. Mas a lei canadense é uma corporação”.
De 10 a 14 de julho, o 4º Acampamento Anual Unis'tot'en de Ação foi realizado em território Wet'suwet'en. O acampamento atraiu o apoio de mais ou menos 200 nativos e não-nativos para organizar, criar estratégias, e planejar ações contra as tubulações. Na abertura do encontro, membros da nação Wet'suwet'en cantaram uma canção de guerra para as companhias de oleodutos e gasodutos, assim como para o Estado canadense.

Para mais informações, visite:
www.unistotencamp.com

Para baixar os arquivos da entrevista:

Parte 1

Parte 2

Tradução > Malobeo

agência de notícias anarquistas-ana

Borboleta!
Pousou na minha mão
me viu e voou.

Renata
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[EUA] Anunciando a Turnê Anarquista de Abolição Penal

Nom soemos dar pulo a convocatórias tam alonjadas de nós, mas dado o seu carácter noticiário do que se está a fazer em solidariedade com as presas fazemos esta excepçom com esta que recebemos na nossa caixa de correios:

O Teatro Insurgente (produtores de peças anarquistas e sobre abolicionismo penal como em "Belly and Ulysses'Crewmen") está anunciando uma turnê de sua nova peça: Todos os Policiais são Bastardos, em conjunto com um novo documentário sobre a Rebelião de Lucasville: A Sombra de Lucasville.

Membros do Teatro Insurgente tem trabalhado com a organização "RedBird Prison Abolition" desde sua criação, focados particularmente em apoiar os esforços da Rebelião dos Prisioneiros de Lucasville e Sean Swain. Essa nova turnê irá arrecadar verba e suporte a todos estes projetos.

ACAB é uma peça de 90 minutos que examina as profundezas da psicologia policial, a história da aplicação da lei nos Estados Unidos, novas tendências de policiamento e formas de resistência contra a polícia e contra as prisões.

A Sombra de Lucasville é um documentário de 60 minutos realizado por D. Jones acerca da rebelião carcerária de 1993 na Instalação Correcional do Sul de Ohio em Lucasville. Prisioneiros que estão no corredor da morte como resultado de acusações falsas, na base da rebelião, irão contatar o evento para responder a questões sobre suas experiências.

Organizações locais e advogados prisionais serão encorajados a participarem dos eventos e construir uma organização na direção de uma rede mais forte de anarquistas contra as prisões e contra a polícia. Esta turnê é em grande parte inspirada dos telefonemas frequentes recebidos dos então encarcerados anarquistas Lorenzo Komboa Ervin e Memphis Autonomia Negra para anarquistas brancos para atualizar nossa análise e alterar nosso apoio: de uma pequena lista de prisioneiros políticos para uma atenção ampliada ao encarceramento em massa.

A primeira turnê irá de Columbus, Ohio, para Machias Maine entre os dias 7 e 25 de agosto, mas oTeatro Insurgente está pronto para levar estes projetos em qualquer lugar, por todos os lados, nos próximos 6-9 meses. Se você gostaria de agendar uma peça em sua cidade, entre em contato com Ben no e-mail insurgent.ben@gmail.com.

Do Teatro Insurgente

http://insurgenttheatre.org/

Tradução Malobeo

agência de notícias anarquistas-ana

Árvore curvada
tentando catar folhinhas
caídas no chão

Lena Jesus Ponte
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Buenos Aires: Ataque a sucursal bancaria en solidariedade con a revolta en Brasil

Recibimos un correo con esta noticia que colamos:
O pasado xoves 18 atacamos a pedradas o Banco ITAU situado pleno centro porteño. Á sua vez, deixamos pintado nas suas vidrieiras "Solidaridad con la Revuelta en Brasil". Un xesto mínimo que queríamos comunicar en momentos onde o papa Francisco I (Jorge Bergoglio) pasease polas ruas do país veciño, ante unha masa imbécil que o vitorea, entanto miles morren de fame ou baixo balas do exercito, mentras outrxs tantxs reventan amoreados nas favelas ou baixo o martelo do narcotráfego e as drogas.

Nin a obstentación da riqueza do vaticano, nen o espectáculo millonario do próximo mundial de fútebol, poden tapar tanta miseria.

Contra toda Autoridade!
PROPAGANDA E ACCIÓN
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O que é isso de República Galega?

Publicamos, por petición expresa do seu autor, a seguinte reflexión sobre a constitución da plataforma "Galiza pola Soberania" e a aposta pola creación dunha "República Galega" na que estan a derivar moitas persoas do entorno do independentismo galego:

Precisamente agora, quando os alicerces políticos sociais e culturais que sostiveram o Occidente do way of life se desmoronan, e a situaçom achega alarmantes crónicas sobre a inviabilidade do benestar social no sul europeio, há quem retorna ás propostas republicanas para soster estas ruinas.

O problema é que estas fórmulas nom fam mais que perpetuar os mesmos arquetipos políticos que caracterizarom á modernidade, e partem dos mesmos paradigmas liberais que derom origem aos primeiros estados. Se entendemos o capitalismo coma umha hierarquia de ideias da que fam parte conceptos fundamentais coma estado, autoridade, patriarcado ou mesmo república, semelha absurdo dizerse anticapitalista ao tempo que se acredita na constituiçom de umha outra estrutura patriarcal, configurada a traves de umha república e que responde um por um aos mesmos principios dos que emanou a democracia liberal.

Mudalo todo para que todo siga igual. Esta parece ser a legenda de moda no nacionalismo galego, abocado a constituir um novo horizonte sem fugir do maltreito parlamentarismo em qualquera das suas formas, e obviando as relaçons de dependencia que os estados criam sobre a sua populaçom. Se calhar é por esta dependencia que hoje há quem se nega a imaginar fórmulas de base, comunitarias e populares para gerir os recursos de esta terra, enarbolando sobre o seu pavilhom a bandeira do possibilismo, e berrando aos quatro ventos que xs galegxs somos orfos de pai porque carecemos um Estado que defenda os nossos interesses. Acaso nom é esta umha proclama patriarcal?

E é que é umha evidencia que a clase meia do Estado Espanhol se desmorona. O estamento (fundamentado sobre todo em aspectos subjectivos) que servira de estrato onde cultivar o pacifismo social de estas últimas décadas, expulsa dos seus espaços a cada vez mais familias, que se sumaram ao carro a golpe de crédito bancario ou hipotecario.

Nom é um facto baladí, pois a democracia espanhola, os consensos da Transiçom, a paz entre clases que vivemos até há bem pouco, sustentábase no incremento sistemático de esta nova categoria social, causa e á vez efecto do estatismo político de finais do S.XX e começos do XXI.

Mas o desmantelamento de esta “clase” abandona tras de sim o gosto pola dependencia do Estado e do Mercado que noutros tempos a povoaçom denostaba. Hoje nom sabemos comer se nom é aquilo que manda o mercado, nom sabemos divertirnos se nom é como estipula o marco do consumismo, em definitiva nom sabemos intrepretar a realidade que nos rodea se nom é meiante os valores nos que se socialiçou esta “clase meia” e que agora atopamos em franca decadencia. Por isto mesmo é que gram parte da esquerda galega que se diz anticapitalista, nom é quem de imaginar um futuro que nom atenda a retomar estes mesmos valores de consenso, materialiçados em forma de República e que partilham com forças políticas ás que elxs mesmxs categoriçam de sistémicas e espanholas.

Ser revolucionario nom é fácil, ao contrario, supom escolher sempre o caminho mais complexo e revirado, e sobre todo, nom avonda com rebelarse contra um modelo economicida que ofrece hoje os seus derradeiros alentos antes de ser reformulado. Ademais disto é precisso rachar coa estrutura de ideias que mantem á povoaçom atada á necessidade de um Estado mercantilista e opresor, e que tem o seu ejemplo mais evidente na obrigaçom do trabalho assalariado coma única garantia de vida, coma condiçom “sine qua non” a adscriçom á sociedade nom é possíbel. É precisso romper com a meritocracia que envolve a cultura de masas contemporánea e que nos impide a todxs ser livres e iguais. Fai muitas décadas que o capitalismo deixou de ser unicamente um régime económico para atopar umha forma de perpetuaçom por meio da acçom colectiva e individual do corpus social, logrando esvaecer a traves do tempo os laços associativos e comunitarios que ligabam o nosso País desde a sua propria base, asegurando a pervivencia de este povo com a autogestom como aspecto comum.

Se as nossas miradas cara o futuro nom passam por questionarnos o que o capitalismo tem de sustrato cultural, enraizado na psique da cidadania, o único que estaremos a fazer é um imenso favor a aquelxs que buscam perpetuar os modelos de produçom e reproduçom capitalista, aínda que for com um novo rosto.

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Gabriel Pombo no cárcere de A Lama

Parece ser que Gabriel Pombo da Silva foi trasladado por fin a Galiza, concretamente ao cárcere de A Lama. A información, que nos chegou tamén por canles menos oficiais, aparece publicada en "Contrainfo" (AQUÍ), onde ofrecen a dirección do penal a falta de saber o modulo no que se atopa.

Gabriel Pombo Da Silva
Centro Penitenciario de A Lama
Monte Racelo s/n, 36830
A Lama (Pontevedra)
España

Publicado por C.R.
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Agresións e detencións a compañeiras no escrache feminista no Ministerio de Sanidade

O "Grupo de Axitación Social" infórmanos, mediante un correo electrónico, das agresións policiais contra participantes do "escrache" feminista que o pasado 23 protestaba en Madrid contra a exclusión das solteiras e as lesbianas dos programas públicos de reproducción asistida. Reproducimos a continuación o texto que recibimos:


A policía carga en Madrid tras o escrache feminista fronte ao Ministerio de Sanidade, no cal participaban as compañeiras da Marcha dos 30 anos de baladre, e detén alo menos a un compañeiro de Málaga e agrede a varias persoas, entre elas a unha do noso colectivo á que lle abriron unha brecha na cabeza e tivo que ser hospitalizada, todo o noso apoio desde aquí ás compas, non podemos aceptar que a violencia e a represión policial nos calen.

(se as protestas son pacíficas ou non pouco importa, cando a policía fai a súa aparición a violencia está presente sexa en forma de ameaza ou con toda a forza da que dispoñan).

Se tocan a unha nos tocan a todas!!
http://grupodeaxitacionsocial.blogspot.com.es/2013/07/agresions-e-detencions-companeiras-no.html

O vídeo é de "La Tuerka".
Noticia subida por por C.R.
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Crónica feira do livro de A Guarda

Recibimos e publicamos esta "Breve crónica da I Feira do Libro Anarquista en A Guarda":
Durante os días 19, 20 e 21 de Xullo desenvolveuse a 1ª edición da Feira do Libro Anarquista en A Guarda, encontro pensado para a divulgación do pensamento libertario como crítica da sociedade que nos rodea e de tódalas formas de dominación, sempre rexeitando calquera mediación política. Con esta iniciativa pretendeuse crear espazos de debate e troco de ideas, incentivando as publicacións independentes e tentando favorecer a interacción e comprensión dos diferentes puntos de vista.
Un programa bastante ameno e variado a pesar de ter que superar certos contratempos, un público moi interesado no material exposto, presentacións de libros e revistas de grande interese, saborosa comida vegan e debates ricos e participativos, sen esquecer en ningún momento a loita d@s compas pres@s. Cremos que o evento merece unha valoración positiva que nos anima a comezar a pensar na próxima edición. Por último agradecer á xente que fixo posible o desenvolvemento da feira en tódolos aspectos a súa colaboración, xa sexa participando nela, difundindo o evento, cedendo material e espazos para a realización da mesma e todo tipo de colaboración.

Convocatoria neste blog AQUÍ.
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22 jul. 2013

[Vigo] Martes 23 as 11:00: Acto de entrega colectiva: Esiximos dereitos, non caridade

Recibimos de ODS Coia esta convocatoria:

Estamos cansas e fartas da súa propaganda e das súas promesas, que soan coma risas burlonas en medio da miseria na que nos obrigan a malvivir. Os poderes queren facernos crer que eles non son responsables do paro, do empobrecemento, da perda de dereitos... e que esas realidades, que cada día sufrimos máis persoas, non teñen nada que ver co feito de que a riqueza de todas estea cada día máis concentrada nos petos duns poucos.

Dende o mes de abril vimos botándonos ás rúas para berrar que “Vivir dignamente é un dereito” e para esixir unha Renda Básica que nos permita vivir cuns mínimos. Porque non queren nin lles interesa ver que estamos nunha situación de emerxencia social e que para saír dela teremos que pasar por ir construíndo modelos que superen e que acaben con este asasino sistema capitalista.

Por todo isto volvemos hoxe ás dependencias municipais para presentar colectiva e publicamente un escrito de denuncia acerca das Axudas de Emerxencia Social do Concello de Vigo.

Estas axudas xestionadas pola concellería de Benestar a cargo de Isaura Abelairas están dirixidas (como sinala o documento marco aprobado na Xunta de Goberno Local do 28/12/2012 no que se autoriza o gasto de 445.000 € para esta partida) a: “Apoiar a aquelas persoas, familias ou colectivos que carecen de recursos económicos para afrontar as necesidades básicas en relación á alimentación, aloxamento provisional, transporte ou calquera situación que poida supoñer un facto de marxinalidade ou risco de exclusión social”.

Como estamos a esixir con este escrito de denuncia, para nós estas axudas son:

1- Insuficientes: no referido aos cartos adicados polo concello (e que aínda por riba o ano pasado non chegaron a gastar na súa totalidade) a paliar a grave situación de carencia da veciñanza e a ausencia de políticas efectivas de loita contra o crecente empobrecemento das viguesas e vigueses.

2- Opacas na súa tramitación: en concreto no referido á desinformación ás persoas interesadas dos prazos, tramitación e motivos de denegación das axudas.

3- Deficitarias no procedemento: imposibilidade de solicitude por escrito, falla de constancia documental da presentación de documentos, inexistencia de resolucións escritas e motivadas.

Todo isto, xa llo espuxemos á concelleira e ao xefe de servizo nunha reunión celebrada o 5/06/2013. Nun encontro no que esixíamos a ampliación das partidas orzamentarias destinadas a estas axudas e que se respectase o procedemento administrativo legal establecido polo propio concello, coas garantías que iso conleva, sen que iso afectase aos prazos de concesión. Desta forma, esiximos:

A- Posibilidade de presentar por escrito as solicitudes.

B- Ter constancia por escrito da presentación de documentación no correspondente expediente, sexa cal sexa a fase da tramitación do mesmo.

C- Notificación da resolución motivada pola que se concedan ou deneguen as axudas, con constanza da data de resolución e notificación.

Tras esa reunión, e ante a falla de respostas, decidimos buscar saídas por nós mesmas. Así, comezamos a acudir ás entrevistas coas traballadoras sociais co modelo de solicitude de rexistro do concello cuberto, co fin de solicitar as axudas económicas para situacións de emerxencia. É dicir, para poder pagar recibos de luz ou auga, para facer fronte aos atrasos no pago da vivenda, para tratamentos de saúde dental básicos... A resposta maioritaría foi que nas Unidades de Traballo Social (UTS) non podían selar nin recoller estas solicitudes remitindo ás persoas ao rexistro do concello, malia que no documento aprobado en Xunta de Goberno di que: “As/os traballadoras/es sociais das UTS ou programas especializados que resulten competentes en cada caso, recibirán as solicitudes e valorarán a procedencia das mesmas”.

No medio da intemperie na que nos deixan temos que asistir a unha nova campaña de propaganda construída sobre o asistencialismo e a caridade, tras anunciar o concello aos catro ventos a aprobación das axudas do Plan Municipal de Axuda a Familias. Un plan que incluíron nos orzamentos por presións do seu antigo socio de goberno e da cidadanía, cunha partida aprobada a finais de xaneiro de 3,2 millóns de euros. Transcorridos sete meses presentan un plan moi restritivo (exclúe as unidades de convivencia cunha renda per cápita superior aos 150€/mes) e do cal morderon 200.000 € que se destinan a pagar a publicidade a toda cor nos medios amigos. En poucas palabras: publicidade a costa das nosas miserias e cos nosos cartos.

Temos claro que por riba da súa cobiza, dos intereses partidistas e mercantilistas, está a nosa dignidade e estamos dispostas a dar resposta ás nosas necesidade de VIDA dende abaixo e colectivamente.

Por todo isto berramos hoxe e sempre:

Non pedimos axudas, esiximos dereitos! Renda Básica, XA!

Coia, xullo 2013

ODS-Coia

Parroquia Cristo da Victoria
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O goberno gasta máis de 300.000 euros nos novos chalecos de antidisturbios

E isto só é o comezo, 900 novos e flamantes chalecos antitrauma, de case 300 pavazos cada un, cos que equipar as xa de por sí "pouco protexidas" unidades antidisturbio. Como se fose a eles aos que lles fixesen falta! Así comeza o absolutamente exorbitado gasto en material represivo que este ano viuse incrementado no escandaloso porcentaxe dun 1780% (como xa informáramos hai pouco nesta outra entrada AQUÍ). Pero se este aumento parécenos sorprendente, apenas é nada en comparación coa previsión de gasto nesta materia para os vindeiros cinco anos, que pasarán dos máis de 3 millóns de euros de orzamento para este ano (co mentado 1780% de aumento con respecto ao 2012) a 10 millóns de euros.

En contraste co aumento dos orzamentos para material antidisturbios, conxélanse os relativos a policía científica (na nada desdeñable cifra de 428.900 euros) e incluso diminúen os gastos noutros tipos de armamento. Vese que o goberno ten claro que as súas prioridades pasan pola contención de protestas máis que polo esclarecemento doutra clase de crimes. De feito, pese a desproporcionado aumento das dotacións dos antidisturbios, o número total de maderos diminúe de 91.585 a 90.187. Deixanse de sutilezas policiais para cargar o acento sobre a represión pura e dura e na contención da protesta. E menudo acento, un orzamento que multiplica por 19 o do ano pasado e que aínda prevé novos e sustanciais aumentos para os anos vindeiros.

Que é o que espera o goberno? a revolución? Pois semella que mentres eles estanse a preparar para o que xulgan inevitable, nós non estamos á altura das circunstancias.

Eles prepáranse para a guerra contra o pobo, que é o que estamos a facer nós???

Redactado por C.R. con información da prensa comercial.
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19 jul. 2013

Entrevista: Anarquistas na Insurreição Turca

Nunha entrada anterior sobre a revolta en Turquía (-AQUÍ), algún lector deixou nos comentarios un enlace a Portugal Indymedia (-AQUÍ) a esta interesante entrevista a activistas anarquistas turcos, publicada orixinalmente en Inglés por CrimethInc (-AQUÍ), e que agora nós reproducimos na súa versión portuguesa:
por CrimethInc. - 4 de julho de 2013.

[Para dar sequência à nossa cobertura sobre a insurreição na Turquia, que teve início na Praça Taksim, conduzimos uma entrevista com anarquistas em Istambul. Eles falam sobre os antecedentes da revolta, a relação entre esta e outras ao redor do mundo, e suas implicações para o futuro da Turquia.]

Pergunta > Que organizações pré-existentes participaram desta nova explosão de luta social?

Resposta < Uma questão muito importante sobre esta rebelião é que não havia nenhuma organização política liderando o movimento. Sem líderes, sem partidos. A explosão apareceu no terceiro dia de protestos sobre parques e árvores. As pessoas foram às ruas em função da violência e brutalidade da polícia - isto é, a violência do Estado. Haviam também outras motivações conduzindo as pessoas para as ruas, mas nenhuma delas está relacionada a qualquer organização política. É um movimento autônomo. Pergunta > Quais táticas foram as mais importantes nos conflitos? Onde estas táticas se desenvolveram originalmente? Como se espalharam?

Resposta < Apesar de não existir nenhuma organização política direcionando as pessoas, existem anarquistas, esquerdistas, e outras pessoas que já se organizavam. É importante ter experiência em confrontos com o Estado; indivíduos destes grupos políticos conversam com os outros sobre como agir nas ruas, e todo mundo decide o que fazer. Houveram algumas iniciativas importantes, como construções de barricadas, e atrás delas a base de apoio de pessoas responsáveis por primeiros-socorros, alimentação, e discutindo quais seriam os próximos passos. As pessoas estavam ansiosas para conversar mais sobre o que fazer. Isso é uma novidade aqui. A informação era compartilhada via panfletagem na rua e através das mídias sociais, sobre como lidar com as movimentações da polícia, como responder às bombas de gás, e os direitos das pessoas presas. Tenho que admitir que utilizaram o Facebook e o Twitter de modo útil. Pergunta > Compare o início da ocupação da Praça Taksim com protestos anteriores, como as manifestações do 1º de Maio de 2013. Em ambos os casos, quem eram os organizadores, e quais eram seus objetivos originais? Porque a ocupação da Praça Taksim, particularmente, gerou faíscas motivadoras de ampla e renovada participação?

Resposta < Ok, temos que esclarecer o ponto inicial dos protestos. Este ano foi o ano mais repressivo para as reações sociais. O governo baniu os manifestantes da praça durante o 1º de Maio. Este foi o ponto inicial, eu acho. Também houve conflito durante o 1º de Maio. E após esse dia, não era mais permitido realizar protesto algum na praça Taksim. O governo proibiu qualquer tipo de manifestação. Isso, portanto, indignou as pessoas. Fomos para as ruas após o 1º de Maio protestar contra diversas coisas, mas principalmente acerca desta situação. A novidade sobre a ocupação não é sobre demandas ou ideias. A novidade é a reação das pessoas que viram a violência do Estado. Antes da rebelião, coisas como "barricadas", "máscaras de gás", e "jogar pedras na polícia" pareciam noções negativas para as pessoas. Isso mudou muito. Agora as pessoas torcem pelo gás lacrimogêneo e cantam canções sobre as barricadas. Pergunta > Como as lutas sociais gregas desde dezembro de 2008 moldaram a imaginação do povo turco? E as recentes insurreições no Norte da África, e o movimento Occupy nos Estados Unidos?

Resposta < Creio que existam algumas similaridades entre a rebelião de 2008 na Grécia e 2013 na Turquia. Existem alguns fatos econômicos em ambos os casos, mas estas não são as razões reais. As situações são, na realidade, expressões do povo contra o terror e a violência de Estado. Quando a polícia assassinou Alexis [Grigoropoulos], a situação mudou. A legitimidade do Estado desapareceu. As pessoas compreenderam o real propósito do Estado. Esta é a situação na Turquia agora. A legitimidade do Estado desapareceu. Os eventos de 2008 na Grécia atraíram a atenção dos anarquistas na Turquia. Houveram ações solidárias (nas quais estávamos diretamente envolvidos). Nos deu a oportunidade de falar sobre anarquismo com pessoas. Não sei se isso cumpriu algum papel na auto-organização da nossa sociedade. Mas ao menos, posso dizer que: os rebeldes na Grécia influenciaram a imaginação dos Anarquistas na Turquia. Após 2008, outra rebelião ocorreu na Grécia, em 2010. Nós atribuímos mais importância a esta última, porque foi então que os anarquistas especialmente começaram a organizar a vida e modificar seu contexto. Isso é importante para o anarquismo e também para a sociedade como um todo. Todas as análises serão deficientes sem a experiência de possibilidades futuras de organizar nossas vidas. Nosso grupo, Ação Revolucionária Anarquista, teve a chance de discutir as semelhanças e diferenças com os camaradas que vieram de Tessalônica e que estavam nas rebeliões de 2008 e 2010. Nós organizamos uma assembleia na Praça Taksim com os camaradas que vieram em solidariedade. Em relação ao movimento Occupy, pareciam atrair as pessoas. Mas tenho que dizer: a rebelião turca é muito mais do que demandas reformistas como aquelas dos Ocupas ao redor do mundo. Quem abraçou o movimento Occupy na Turquia foram grupos liberais que discursam no geral sobre humanismo, democracia de Estado, ambientalismo, e outras questões como estas. Esta é a crítica do Occupy pelo nosso coletivo, Ação Revolucionária Anarquista. Pergunta > Os participantes do protesto observam alguma conexão entre a oposição ao poder de Erdogan na Turquia e os conflitos em andamento contra a ordem da Irmandade Muçulmana no Egito? Quão forte é o diálogo entre os que lutam na Turquia e no Egito?

Resposta < Não há uma relação forte entre os movimentos na Turquia e no Egito. Temos alguns contatos anarquistas, compartilhamos nossos pensamentos sobre a rebelião no Egito, e eles compartilharam suas respectivas ideias acerca da rebelião recente na Turquia. Mas é muito difícil organizar uma luta comum. Precisamos, primeiramente, organizar as sociedades. Algumas pessoas nas ruas usam bandeiras turcas e Kemal, que são símbolos do kemalismo. O principal partido de oposição quer direcionar o movimento, mas é realmente difícil para eles, porque eles não têm qualquer perspectiva lógica para mobilizar o movimento. Às vezes utilizam a mesma linguagem do governo - especialmente quando falam sobre pessoas ou grupos que entram em confronto direto com a polícia. As demandas do povo que está nas ruas não pode ser limitada por qualquer eleição ou referendo. As pessoas que erguem os símbolos kemalistas estão nas ruas com Curdos, esquerdistas e anarquistas. Estão agora compreendendo a situação e mudando seu pensamento. Estão compreendendo o que é, de fato, "política". No entanto, como eu havia dito, também existem pessoas do principal partido de oposição nas ruas que gostariam de mudar os métodos de ação. Pergunta > Qual é o efeito da retórica amplamente relatada por parte dos manifestantes como "não somos ativistas, somos o povo" ou "eu não sou radical, sou um cidadão cumpridor das leis"?

Resposta < É preciso separar as duas expressões. "Nós não somos ativistas, somos o povo" é um modo muito poderoso de expressar o espírito das ações. O Estado tentou marginalizar as ações no começo. Esta é a estratégia geral do governo: porque eles obtiveram os votos da maioria por 11 anos, estão tentando definir o resto como "marginais". A oposição nas ruas foi completamente ignorada e descrita como marginal na mídia burguesa - por exemplo, no 1º de Maio supracitado. Entretanto, a revolta da Praça Taksim modificou este conceito. As pessoas nas ruas eram diversificadas. Diferentes grupos de pessoas foram oprimidas de diversas maneiras. Através do governo do AKP [Partido da Justiça e Desenvolvimento, com origem no movimento islâmico], muitas emendas afetaram diferentes grupos como trabalhadores, mulheres, LGBTs, Alevis, minorias. Portanto, "o marginal" perdeu seu significado, porque todos se tornaram "marginais", e então "o marginal" se transformou em "o povo". O Primeiro Ministro chamou o povo envolvido nas ações de “bir kaç çapulcu,” que significa "alguns arruaceiros". As pessoas absorveram esta retórica contra aqueles que tentam marginalizar as ações. Por exemplo, quando as ações foram reproduzidas em um canal de TV como "ações marginais de grupos marginais", um homem entre os manifestantes apareceu nas câmeras, estapeou o repórter, e perguntou "Quem você disse que é marginal?". Em uma reportagem semelhante, uma mulher interviu nas câmeras perguntando "Quem é marginal?". Por outro lado, a mídia kemalista enfatiza o caráter despolitizado das pessoas nas ruas. Isso é importante para eles poderem controlar o movimento. Mas a realidade não é essa. "Eu sou um cidadão cumpridor das leis" não é uma retórica comum entre os manifestantes. O caráter anarquista do movimento é muito claro. Outra retórica é mais ou menos assim: "Somos o povo nas ruas e contra toda a polícia, ACAB”. Pergunta > Houveram debates sobre violência em oposição a não-violência? Como a maioria dos manifestantes se sentem sobre o que tem o "direito" de fazer nos protestos"? Como isso se transformou? E como as pessoas reagiram àqueles que tomaram ações mais militantes?

Resposta < Auto-defesa contra a violência não é nem mesmo uma questão durante os confrontos. Mas alguns grupos esquerdistas e kemalistas quiseram moldar o movimento como algo não-violento. Porém, por exemplo, dois dias atrás houve uma comemoração na praça em homenagem às pessoas assassinadas pela polícia. A ação para esta comemoração era apenas colocar flores na praça - mas a polícia foi violenta novamente. Estas situações modificaram a perspectiva das pessoas a favor da "auto-defesa" contra as forças violentas da polícia. Através do motim, muitos bancos e corporações multinacionais foram depredados, mas também algumas vendas locais que são reconhecidamente pertencentes a fascistas, ou que pertencem ao major de Istambul, ou pessoas próximas do governo. A ira do povo foi concreta e o espírito da revolta efetivou um caráter militante. O slogan em um dos cartazes pode ajudar a explicar: "Iremos tomar de volta nossa liberdade com interesse, o qual nos foi retirado através de prestações - Grupos de Interesse". Pergunta > Qual o papel que as mídias sociais estão cumprindo no sentido de expandir o movimento, e também de limitá-lo?

Resposta < Quando canais de TV, jornais, e sites da mídia burguesa censuram as ações, as pessoas usam o Facebook informando umas as outras não apenas sobre as notícias, mas também sobre informações necessárias para as próximas ações. O Twitter também foi outro recurso positivo para os manifestantes. As pessoas compartilhavam notícias sobre a situação nas barricadas e onde se posicionavam os policiais, mas também anunciando o endereço das enfermarias e as necessidades do povo. Utilizaram a "nova mídia" para organizar solidariedade e suporte assim como ações. Mesmo hoje, há bastante material em circulação, como fotos ou vídeos de violência policial. As pessoas estão reagindo à mídia burguesa e utilizando com efetividade a mídia social para comunicação. Pergunta > Quais das estratégias repressivas das autoridades falharam, e quais obtiveram sucesso?

Resposta < Ainda estão utilizando violência. Agora, a resistência é mais legítima. Os valores das pessoas se transformaram. O governo está falando sobre perguntar para o povo sobre cada estratégia política. Mas agora, o povo está tentando falar sobre estratégias políticas que quer realizar independente do Estado. Por outro lado, o Estado está indo na mesma direção. Deram início a uma caça as bruxas nas mídias sociais. Os perfis do Facebook ou Twitter são utilizados para acusar pessoas. Além disso, têm ocorrido invasões em espaços políticos, escritórios, jornais, estações de rádio, e em casas de militantes. Muita gente foi levada sob custódia e muitas ainda estão presas. Através das invasões, os casos se tornam secretos - o que significa que você não pode ter acesso ao advogado por 24 horas, e você não sabe do que está sendo acusado - e muitas coisas irrelevantes são levadas como "provas" no sentido de inventar evidência ou esconder evidências da ação policial. O Estado está usando a revolta para suprimir toda oposição social. Erdogan parabenizou o departamento de polícia pela sua conduta durante as ações, apesar das pessoas que eles assassinaram. O oficial de polícia que atirou em Ethem Sarısülük - ele morreu após ter levado um tiro na cabeça - foi julgado e solto pelo tribunal com um julgamento pendente. Enquanto a opressão cresce, as pessoas se tornam cada vez mais cheias de fúria em função do terrorismo de Estado e das injustiças. Pergunta > Como isso irá transformar o futuro das lutas sociais na Turquia?

Resposta < Isso depende dos grupos organizados, eu acho. Porque, para resistir, é importante não só dar continuidade às ações, mas também pensar e agir coletivamente, além de modelar nossas vidas coletivamente. As experiências que obtivemos desta rebelião irão ajudar nas próximas batalhas, como na Grécia em 2008 e depois em 2010. Após a perda de legitimidade do Estado, se combinarmos o ódio contra o capitalismo e a resistência contra a repressão social, e se isso fizer com que as pessoas se auto-organizem em todos os âmbitos, então não teremos medo de falar em revolução social. Mas ainda é muito cedo. Estes são os primeiros passos para a revolução social no futuro. Como disseram nossos camaradas, "O nosso século começou". Com solidariedade revolucionária, Anarquistas na Turquia - Ação Revolucionária Anarquista Tradução > Malobeo

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o mar do Anil
Despedida de andorinhas —
O céu escurece.


Benedita Silva de Azevedo


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18 jul. 2013

Como a non violencia protexe ao estado (Audio)

Recibimos no noso correo o enlace a esta conferencia de Peter Gelderloos, autor do texto "como a non violencia protexe ao estado".

Se a conferencia é moi boa, o libro e aínda mellor: AQUÍ TEDES O ENLACE.
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15 jul. 2013

[Trento, Italia]: Viva a Revolta en Turquía.

Colamos, despois de traducida, esta carta-analise de compas anarquistas de Trento, recollida de ContraInfo

A historia é longa, tanto como as humillacións que a clase dxs pobres sofre dende tempos inmemorables, tanto en Turquía coma en calquera parte.

Logo, o imprevisto. En Istanbul, na praza Taksim, algún centenar de persoas oponse á destrución dun parque cos seus seiscentos plátanos. Un pouco de espazo e de verde no medio dos escaparates, os bancos, as mercadorías e xs turistas. A violencia da policía durante o desaloxo do parque é brutal. Pero a represión, esta vez, fai que se desborde a rabia. A revolta explota en todo o país, contra o primeiro ministro Erdogan, contra o terrorismo de Estado, contra as condicións de vida cada vez máis miserables. Miles de persoas volven á praza, día tras día, unha e outra vez, a pesar dxs feridxs, xs arrestadxs, xs mortxs. Máscaras antigás no rostro e pedras nas mans, xs rebeldes teñen todas as idades e todas as razóns do mundo. Para recordar que Istanbul está á volta da esquina, a dous pasos de nós, alguns e algunhas rebeldes da praza Taksim escriben axs Non TAV de Val de Susa e cantan o Bella Ciao.

Os políticos e xornalistas locais finxen indignarse pola brutalidade da policía turca, polas mangueiras e os lacrimóxenos usados contra a multitude. Certos métodos, evidentemente, van ben en Valsusa e non en Turquía.

Para Erdogan, lxs rebeldes son todxs "terroristas". Un apelativo que aquí serve para criminalizar as minorías rebeldes e revolucionarias, alí aplícase a unha ampla parte da poboación.

Primeiro foi o Norte de África o que se sublevou: sábese, é o "terceiro Mundo". Despois, Grecia: aí, dise, é distinto. Despois Islandia, Inglaterra, mesmo a socialdemocrática Suecia. E Brasil, onde a miseria e os homicidios de Estado non se poden seguir ocultando detrás do Espectáculo dos mundiais de fútbol.

Mentres que no mundo, o "feito anómalo" comeza a ser a resignación e non a revolta, en Turquía mozxs e ancians continúan baténdose. Con rabia, coraxe e alegría.

Mentres, nos e vos preguntamos que tería que pasar aínda en Italia para que salte o tapón do aguante, para que o lamento entre na rúa aberta da rebelión, queremos responder aos irmáns e irmás de Turquía.

Porque, por se non o entendedes, nos falan tamén a nós.

Anarquistas
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Aniversario de Adrián "Senlheiro"! .- Ingresado no Hospital Universitario de Ovieu

Recollemos do blogue "Caderno Senlheiro"

O domingo 21 de Xullo Adrián cumprirá 28 anos. Se alguén se anima a mandarlle unhas letras a súa direción é a seguinte:

Adrián Mosquera Pazos
Centro Penitenciario de Asturias, Finca Tabladiello (Villabona)
C.P.33480 Asturias

Gustaríanos que recibise uns parabéns masivos, xa sexa en postal en carta ou enviandolle unha foto...

Actualmente, Adrián permanece ingresado no Hospital Universitario de Oviedo, dende o venres 5 de xullo. No hospital non pode recibir cartas mais gustaríanos que á sua volta ao cárcere tivese moito que ler e respostar.

Os cambios e traslados sufridos nas últimas semanas, a presión dos módulos de respeto, as comunicacións intervidas, atoparse lonxe da súa terra e o feito de permanecer en prisión preventiva baixo a lei antiterrorista á expectativa dun xuízo que non ofrece as mínimas garantías de legalidade, desembocou nun cadro deansiedade e paranoia, precisando o seu traslado ao centro hospitalario no que continua recibindo tratamento médico profesional.

Queremos aproveitar para denunciar a falta de información á familia e que non facilitasen o seu dereito á visita dun profesional médico externo ao cárcere e non trasladasen a Adrián ao hospital para evitar esta situación de urxencia.


Tamén decir que mesmo nos mentiron sobre a medicación que lle estaban dando a Adrián, feito que xa nin nos sorprende.

Moitas gracias!
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12 jul. 2013

19, 20 e 21 Xullo.- Feira do Libro Anarquista na Guarda

Colamos a convocatoria recibida das compas de A Guarda:

Boas esta é unha invitación, que facemos os/as compas anarquistas de A Guarda con motivo da organización dunha “mini” Feira do Libro Anarquista que imos facer nesta vila, de cara as distribuidoras de material antiautoritario.

O encontro do libro terá lugar nas datas do 19, 20 e 21 de Xullo e realizaránse nunha praza (de S. Benito) en horario de 14:00h. a 22:00h. o sábado e o domingo, e a presentación no Centro Social Fuscalho o venres.

Comentarvos que se habilitará mesas para a exposición do material antiautoritario así como unha zona de acampada para facilitar sitio onde dormir. Ademais engadir que tódolos días haberá zona de bebidas e comida vegana a prezos populares.

PROGRAMACION I FEIRA DO LIBRO ANARQUISTA

A Guarda 19, 20 e 21 de Xullo

Venres 19 - Centro Social Fuscalho
Presentación da I Feira do libro anarquista en A Guarda
Proxección/Debate dun documental

Sábado 20 - PRAZA DE SAN BIEITO
14:00 - Comedor vegano
17:00 - Presentación do libro (a cargo dun compa lisboeta):
"Flores Silvestres, uma antología de Abele Rizieri Ferrari"
Presentación da revista "Cam de palheiro"
20:00 - Representación da obra teatral "Navy Bar" - Teatro do pracer, C.S.A. A Cova dos Ratos (Vigo)
21:30 - Cea "Faino ti mesmo"
23:00 - Concerto dos cantautores: John tres dedos e Bitxobola

Domingo 21 - PRAZA DE SAN BIEITO
14:00 - Comedor vegano
17:00 - Presentación das revistas "Abordaxe" e "Contrahistoria"

Sen mais animádevos a vir e difundir esta iniciativa, saúdos.
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Despois de 11 anos de prisión, Aurora e Iolanda quedarán en liberdade o vindeiro 14 de xullo

Colamos da web do Comité de Solidariedade:

O vindeiro domingo 14 de xullo, saen en liberdade as presas políticas do PCE(r) Aurora Cayetano Navarro, natural de Vigo e Iolanda Fernández Caparrós, veciña da Coruña. Aurora e Ioli foron condenadas a 11 anos de cárcere por militancia no PCE(r). Detidas o 18 de xullo de 2002 en Madrid, sairán dende os cárceres de Villena, Alacant (Aurora) e dende a de Castelló I (Iolanda).


Aurora Cayetano Navarro naceu en Vigo o 19 de febreiro de 1957, no barrio de Cabral, un barrio moi modesto, composto por familias de traballadores do mar, os estaleiros, Citroen e mulleres da fábrica de cerámicas Álvarez. Con 14 anos entra a traballar nunha conserveira de peixe. Coa Folga Xeral Revolucionaria de 1972 aínda recente, contacta coa Organización Obreira e entra a militar na OMLG (Organización de Marxistas Leninistas Galegos). En 1975 ingresa no xa reconstituído PCE(r). En decembro de 1976 é detida en Ferrol e encarcerada por dous meses.

En 1978 é detida novamente cando formaba parte dun comando operativo dos GRAPO. Foi torturada brutalmente pola Brigada Político Social de «Billy el Niño» e demais secuaces. Viñeron 20 anos exactos de presidios, pasando por un total de 15 cárceres e 21 folgas de fame, unha delas de 435 días de duración xunto ao resto dos seus camaradas. Entre 1992 e 1994 é trasladada de forma continua e ininterrompida de cárcere en cárcere.

Saíu en liberdade en 1998, tras máis dos 20 anos cos que as súas propias leis a condenaron e retornou a súa actividade política comunista. Pero a criminalización e a represión fan que no 2000 se incorpore ao labor comunista do PCE(r) na clandestinidade. É detida o 18 de xullo de 2002 en Madrid, xunto a súa camarada Iolanda Fernández, nun dispositivo policial de «todo é GRAPO», onde 19 militantes dos GRAPO, do PCE(r) ou do SRI ingresaron en prisión.


Iolanda Fernández Caparrós é filla de emigrantes. Comezou a traballar con 13 anos e xa con 15 anos a frecuentar os ambientes independentistas. Mentres estudaba, empezou a militar en “Estudantes Independentistas” e pouco despois nas JuGA, Juntas Galegas pola Amnistía. Por aquel entón entra en contacto con militantes do PCE(r). Como simpatizante, empeza a participar en distintas campañas políticas. Aínda sen 18 anos pasa á militancia de pleno. Na Coruña participa numerosas veces na repartición da propaganda do PCE(r) ás portas das fábrias.

En novembro de 2000 deteñen en Francia varios camaradas da Dirección do PCE(r), entre eles ao seu Secretario Xeral: Manuel Pérez Martínez, “Arenas”, e comeza un extenso traballo na campaña de denuncia. Con 20 anos, xunto con outros camaradas, participa na reorganización do PCE(r) a nivel nacional e se traslada a vivir a Vigo. Salta á clandestinidade o 2 de xullo de 2002. O 18 de xullo, 16 días despois, detéñena xunto á camarada Aurora Caetano cando saía dun piso en Madrid.

Nestes 11 anos de prisión que leva presa, pasou por 5 cárceres, a maior parte deste tempo clasificada en Primeiro Grao, con todo tipo de restricións, limitacións, gravación de visitas, etc a centos de quilómetros de familiares e amigos.
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Diferentes reaccións ao anuncio da Xunta de paralizar a mina de Corcoesto

Colamos do Diario Dixital da Costa da Morte "Que pasa na Costa" onde fan un seguimento das diferentes e mesmo, nalgún caso, contradictorias reaccións, así dan pulo à resposta de Colectivos anti-mina no que concordan en considerar "un paripé" o anuncio e anuncian que "seguirán en pé" e o do Colectivo si à mina que considera o anuncio como benvido porque por fin a Xunta fai algo e o como paradoxo o posicionamento do BNG lanzando campás de que a paralización é un trunfo do pobo (como gostan os partidistas de arrima-la ascua á súa sardiña !!), cando todo indica que a Xunta segue aspirando a facer de Galiza unha Mina e de Corcoesto un xogo de tira e afroxa con a multinacional canadiana para que esta garante a sua parte de beneficio económico e a ruína e as enfermidades para as moradoras da Costa da Morte e mesmo de boa parte da poboación galega, dado que segundo estudios especializados nunha mina como a que se pretende en Corcoesto corren o risco de enfermar por arsénico unhas 100.000 persoas, e está demostrado científicamente que unha porcentaxe desa xentiña vai enfermar si ou si. Estamos falando pois de un delito contra a saúde pública.

Conmoción trouxo o anuncio da Xunta de paralizar temporalmente o proxecto mineiro de Corcoesto. E o comprobamos tamén recollendo as diferentes reaccións que nos chegan de 6 entidades diferentes: ADEGA, a Plataforma en Defensa de Corcoesto, a Plataforma Contraminacción a Asociación Veciñal Corcoesto Si, Mina Si; e o grupo do BNG; e mais unha aclaración da Xunta de Galicia.

As tres primeiras, entidades contrarias ao proxecto, consideran a parálise un “paripe” da Xunta e esixen a “anulación da DIA e a paralización definitiva do proxecto”. Pola súa banda, Corcoesto Si valora positivamente o comunicado celebrando que por fin a Xunta se manifestase. E mentres, a Xunta volve explicar o por que da parálise, incidindo en que “multiplican por 60 as esixencias de fondos propios da empresa”, volvendo cos argumentos económicos e deixando de novo de lado os medioambientais e sociais. E o grupo do BNG que valora a nova como “un triunfo da rúa”

Imos repasando as notas de cada entidade:

Explicacións da Xunta

O conselleiro de Economía e Industria, Francisco Conde, salientou hoxe que para garantir a viabilidade financeira da explotación mineira de Corcoesto a Xunta “está multiplicando por 60 as esixencias de fondos propios presentados pola empresa para levar a cabo o proxecto”, que deberán alcanzar o 25% do investimento previsto.

Recoñeceu Conde que “analizando polo miúdo todo o proxecto, identificamos claramente que tal e como está presentado agora mesmo non cumpre as garantías mínimas tanto desde o punto de vista da viabilidade financeira como desde o punto de vista da viabilidade técnica”.

Só ao final do comunicado a Xunta sinala que “a decisión de non autorizar o proxecto responde á posición do Goberno galego de garantir a máxima seguridade e as máximas condicións ambientais” nas actividades extractivas, apostando por “unha minería responsable e garantista”. Ao tempo que reitera que “o Goberno galego non mudou a súa posición con respecto á minería”.

ADEGA, Contraminacción e a Plataforma en Defensa de Corcoesto esixen a anulación da DIA

Tres dos colectivos máis activos na loita social contra este proxecto pola súa agresividade co medio ambiente coinciden en que esta é só a primeira batalla.

ADEGA, por exemplo, considera a parálise un “paripé da Xunta en Corcoesto” e critica que “pida garantías económicas e técnicas mais dos impactos nin chío“, sinalando que “en realidade, só lle pedíu a Edgewater que puxera máis cartos e apresentara máis papeis”. Exixen a anulación definitiva da polémica Declaración de Impacto Ambiental DIA. Denuncia ademais que “o Plan Sectorial de Actividades Extractivas “PSAEG” segue en marcha, con máis “Corcoestos” dentro”.

A Plataforma pola defensa de Corcoesto e Bergantiños tamén esixe a nulidade dao DIA, pois considera que “o proxecto de Edgewater incumpre os requisitos ambientais e técnicos”, como indica a Xunta na súa nota. O que si valoran é que “esta declaración institucional vén dar a razón ás nosas denuncias de falta de rigor dos informes presentados dentro do proxecto” e esperan que “a nota non quede en papel mollado” anunciando que “Plataforma seguirá na súa loita contra este proxecto destrutivo en tanto non se produza a súa paralización definitiva e oficial”.

A que tamén responde é a plataforma ContraMINAccion, que igualmente “esixe a nulidade da Declaración de Impacto Ambiental” solicutando “a retirada do proxecto mineiro” de Corcoesto.


“Corcoesto Si” amósase satisfeita coa nota da Xunta

Sorprende a reacción da Asociación vecinal Corcoesto Si, Mina Si, que apunta:

- “Celebramos que a Xunta de Galicia por fin se manifestase respecto diso e poña en claro cales serán as esixencias técnicas e económicas que Mineira de Corcoesto deberá cumprir para que o proxecto poida ser aprobado definitivamente”.
- “Esta asociación sempre defendeu, e defende, que a mina deberá ser aberta coas máximas garantías e cumprindo o marco regulatorio óptimo”.
- “Baixo o noso punto de vista a Xunta de Galicia, co silencio que mantivo ata o momento, alentou e fomentado dúbidas técnicas e legais achega do proxecto, permitindo que se estendese unha crispación social e unha incerteza innecesaria por carecer de sustento científico”.
- “O comunicado emitido onte pola Xunta acaba por fin coa situación na que nos atopabamos ata agora, xa que, habendo definido as condicións que se esixirán para a aprobación do proxecto, poderase avanzar e a empresa estará en condicións de presentar cantos requerimientos fóronlle solicitados”.
- “Corcoesto Si, Mina Si espera que os trámites avancen agora con maior premura e pódese contar cunha aprobación definitiva canto antes, mentres esta asociación seguirá traballando para que así sexa.”

O BNG: “Un triunfo da rúa”

Pola súa parte, o portavoz nacional do BNG, Xavier Vence, considera que “o cambio de posición da Xunta sobre o proxecto da mina de Corcoesto, que agora decide frear, é un claro triunfo das movilizacións populares na rúa”.

Vence subliña que “o Goberno de Feijoó vese obrigado a recuar porque a sociedade galega, as organizacións políticas, ecoloxistas, viciñais e outras moitas entidades, sairon masivamente á rúa para paralizar un proxecto que supuña unha auténtica desfeita medioambiental, social e incluso sanitaria para o concello de Cabana e a comarca de Bergantiños. Foi un éxito da rúa, sen lugar a dúbidas”.
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[Lugo] Ciclo de Cine Libertario no Ateneo "A Engranaxe"

Colamos esta Convocatoria das compas do Ateneo Libertario de Lugo que copiamos e colamos da web "El Retroceso":

Xa deu comenzo en Domingo 7 de xullo, mais seguirá durante este mes de xullo en sesións que comenzan as 22:00' no local do "A Engranaxe" na r/Sil nº52, os filmes a proxectar que quedan son os seguintes:

Martes 16 .- "Ghost in the Shell" Nunha enorme cidade asiática, unha muller robot policía -cyborg- investiga as sinistras actividades dun misterioso hacker

Domingo 21.- "Doce Homes sen Piedade" Un xurado popular ten que decidir se absolve ou condena a morte un acusado

Xoves 25.- "Eles Viven" Un traballador encontra fortuitamente uns lentes que permiten ver as persoas no seu aspecto auténtico, así descubrirá que importantes personaxes da vida política e social son en realidade extraterrestres

Martes 30 .- "A Viaxe de Chihiro" Narra as aventuras dunha nena chamada Chihiro, quen se perde nun estraño túnel coa súa familia.
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[O Morraço] Sábado 20 de Julho.- Romaria de Produtos do Campo em Postemirom (Vilaboa)

Damos pulo a esta convocatória a petiçom do emissário do correio:

Desde a Veiga do Palheiro organizamos umha Romaria de Produtos do Campo o dia 20 de Julho. O nosso propósito é promover e dar a conhecer o que é Agricultura Ecológica, por que devemos consumir em ecológico, valorizar o trabalho no campo e recuperar as formas de cultivo mais antigas que se baseam na observaçom, no respeito e no nom uso de agro-químicos.

Por isso pensamos que esta Romaria poderia ser do vosso interesse.

Aqui enviamos o programa que figura no cartaz. Agradecemos toda a publicidade que lhe podades fazer.

Programa:

11h00 apertura da Feira e da exposiçom de fotografia “Viver no campo”

12h00 Charla a cargo de reconhecidas figuras da agricultura ecológica:

Que é a agricultura ecológica e por que devemos consumir? Com Adela Figueroa, bióloga e cofundadora de ADEGA (Asociación para a Defensa Ecolóxica da Galiza)

Remédios naturais para a tua horta, com Belén Fervenza, bióloga e labrega da Horta do Cadaval em Redondela

13h30 música e vermout com Borrateiros de Figueirido

14h00 comida campestre e polveiro

16h00 obradoiros para nenos e nenas

17h00 Curso de cultivo de cogumelos (prévia inscriçom no tlfn: 645464700, tem um custo de 25 euros)

17h00 umha experiência de auto-emprego: A Horta de Agrelo com Rosa Campollo e Lus Gómez, peomotoras do projecto de auto-emprego dedicado a serviços de agro-ecologia

18h00 visita guiada pola Veiga do Palheiro

20h00 música com a Canteira de Paredes

21h00 música com Airiños da Fracha

Durante o dia haverá venda de produtos ecológicos e de cultivo local, venda de artesania e venda de comida

Se queres ter um posto na feira contacta-nos no tlf: 645464700 ou aveigadopalheiro@gmail.com

Um saúdo,
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11 jul. 2013

[Porto] 17 xullo- Marcha para todas todo!! RBis e moito máis, 30 anos de Baladre

Damos pulo a esta convocatória de Baladre enviada pola xente de GAS (Grupo de Axitacion Social):
Xunto coas compañeiras do estado portugués e español, tentaremos descifrar toda a trama construída pola unión europea, os seus tratos criminais, as súas reformas laborais e recortes contra os dereitos sociais, os seus plans para as nosas vidas... Tamén analizaremos o pasado, presente e futuro das nosas coordinacións e loitas tanto dentro do noso territorio coma fora deles.

17:00 Concentração Jardim da Cordoaria e desfile até à Praça da República

18:30 Assembleia Popular "Politicas da U€ lutas e resistências! - Praça da República

21:00 Jantar Popular (Traz algo para partilhar) - Praça da República

Esta é a saída da Marcha/Caravana “¡Para todas, todo!” polos 30 anos de Baladre, coordinación horizontal contra o paro, o empobrecimento e a exclusión social, que recorrerá a xeografía dos estados portugués e español do 17 ao 24 de Xullo e que rematará o 24 en Cuenca

Despois de Porto o itinerario da marcha será o seguinte:

18 de Xullo Lugar: Merida e Plasencia

19: Salamanca e Monleras (Salamanca)

20: Valladolid e Palencia

21: Navales de las Cuevas (Segovia)

22: Madrid e Getafe

23: Barrio de Villaverde (Madrid)

24: Cuenca

Máis información na web de Baladre

GAS
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[Grecia] Kostas Sakkas en Liberdade Provisional baixo fianza de 30 mil euros, tras 38 días en folga de fame

O Tribunal de Apelación de Atenas decidiu hoxe poñer en liberdade provisional a Kostas Sakás, anarquista grego detido baixo a acusación de terrorismo que levaba 38 días en folga de fame en protesta por permanecer en prisión durante máis de dous anos e medio sen ser xulgado.

Sakás, de 24 anos, foi detido en decembro de 2010 durante unha operación contra o grupo armado Conspiración das Células de Lume, pero o acusado, que permanece en prisión dende entón, sempre negou formar parte da devandita organización.

O mesmo tribunal que hoxe decidiu a súa excarceración decidira a inicios de xuño prolongar o seu encerro durante seis meses máis, a pesar de que iso contravén a lexislación grega, que prevé un máximo de 30 meses de prisión preventiva.

Cando se superou ese máximo legal, Sakás declarouse en folga de fame, que prolongou durante 38 días, o que lle supuxo a perda de 16 quilos, o 20% do seu peso.

O mércores, o doutor Thanassi Karabellis, un dos membros do equipo médico que segue a evolución de Sakás, avisou de que o mozo se encontra "no estado final" e de que a súa vida corre serio perigo.

Actualmente encóntrase ingresado no hospital de Nikea, custodiado pola policía, e o seu estado é crítico.

Varios partidos políticos -incluído o socialdemócrata Pasok, que forma parte da coalición gobernante-, ademais de organizacións internacionais como Human Rights Watch e Amnistía Internacional, pediran a liberación de Sakás, considerando ilegal a prolongada detención sen xuízo do anarquista.

Ademais, a folga de fame do mozo detido levou a diversas manifestacións de solidariedade, unhas das cales foi onte violentamente reprimida pola Policía con uso de gases lacrimóxenos.

Os axentes xustificaran a súa intervención ante unha protesta pacífica en que algúns manifestantes estaban a pintar graffiti.

As condicións da liberdade provisional impostas hoxe polo tribunal a Sakas son a prohibición de saír da rexión capitalina de Ática, unha fianza de 30.000 euros, a obriga de presentarse cada luns en comisaría e a prohibición de todo contacto con outros acusados de pertencer á CCL.
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Tetas e touros

Colamos, despois de traducido este artigo de opinión asinado por Emilia Laura Arias Domínguez no blogue Pikara Magazine, por considerar que todo canto conta nel é de interés xeral e nada ten de cultural:

Ante a difusión de fotos de San Fermín na que decenas de homes arrancan a roupa e apalpan unha muller, Emi Arias argumenta por que aceptar esas imaxes como unha alegre bacanal lexitima a dominación masculina e o acoso sexista

Unha rapaza sobe aos ombros dun rapaz durante o chupinazo. "Gora San Fermín" e tal. Ata aquí todo máis ou menos normal. Pode que a rapaza quite a camiseta se lle apetece e que faga o mesmo co suxeitador se así lle parece.

É unha estampa cada vez máis habitual nestas festas e, aínda que cada foto é diferente, todas teñen algo en común: decenas de mans de rapaces rompen a roupa da rapaza en cuestión e apalpan absolutamente todo o que desexan sen, por suposto, esperar consentimento pola outra parte.

Non teño nada que dicir sobre elas, que exercen -nalgúns casos, porque noutros lles ispen directamente- o seu dereito a espirse, e iso é estupendo. Poñerse en coiros non é un convite ao baboseo nin significa "barra libre". (Depende da ordenanza municipal correspondente pode darte algún problema pero ese é outro cantar, claro....).

Asumindo e respectando que algunha rapaza goce nesa tesitura e se excite cos tocamentos, é necesario resaltar o perigoso de lexitimar publicamente o acoso cando se trata dun problema non resolto na nosa sociedade.

Eles, na súa orxía interior de kalimotxo, touros e testosterona, non se preguntan se ela desexa ser tocada ou non, nin a acarician para darlle pracer nin para rematar nunha apetecible bacanal grega. Fano simplemente porque cren que poden facelo e porque, me repito como o allo, o acoso está perigosamente lexitimado, e para mostra un botón.

Que nos arranquen a roupa sen permiso ou nos toquen cando nos levantamos a camiseta porque nos apetece responde a un modelo de dominación machista, nun contexto social patriarcal e só perpetúa estereotipos que de tanto criticalos me aburre. É dicir, se hai unha teta, eles vense con dereito a tocar esa teta.

É sexista, simplemente porque ao revés xamais sucedería. Non pasou, e se alguén ten visto que mo conte, que unha turba de mulleres se lance contra o que decide mostrar os seus xenitais en público. E se pasa é a excepción e non a norma nin, como neste caso, a moda. Simplemente non nos sentimos lexitimadas para tocar a unha persoa que se ispe sen consentimento pola outra parte.

Contan sobre o chupinazo que a unha rapaza "literalmente a subiron entre cinco, espírona, arrancándolle as roupas, e tocárona, con pouca opción de decidir nada". De verdade alguén considera que nesa situación temos a opción de decidir ata onde?

Isto non é unha bacanal, é o circo da testosterona.

E entón alguén dirá: "ela está o mar de contenta". Estupendo, pode que ela, se é que tivo opción a negarse tras subir a súa camiseta, queira ser tocada, pero e que sucede cando unha non quere ou quere parar nalgún momento? E por outro lado, nestas fotos, a min non me deixa moi claro que esas mulleres en concreto "se lo pasen pipa". Estiven en partidas de parchís nas que demostrei máis pracer do que expresa a súa linguaxe corporal nesa situación tan "cómoda" e "diver".

O caso é que, unha vez máis, esta festa cargada de testosterona pon as mulleres nunha determinada posición e eles colócanse noutra que, oh! sorpresa!, é a de quen touca fronte a quen é obxetualizada. As fotos difundíronse como "que ben o pasan en Sanfermines" e, curiosamente, nas que saen mozos sen camiseta non hai nin unha soa man pescudando no seu torso. Ah! E que non se me esqueza que despois a chamarán "porca" no autobús de volta á casa por participar nunha suposta festa na que eles poñen as normas unha vez máis.

Esta imaxe, que se nolas damos de "superhapis" e vivimos en "Lollipop World" sería o festorro da liberación, pareceríame estupenda se non vivísemos nunha sociedade machista, se o patriarcado fose só un mal recordo e se ao final dos Sanfermines o saldo de violacións non fose dunha media de 3 mulleres cada ano. Ademais, denúncianse centenares de agresións sexuais e outras tantas nin se denuncian porque se entenden como propias do exceso, do desenfreo... Vamos, o "normal". Esta guai que nos ispamos e toquemos todos, todas e todxs na praza pública pero que non se nos esqueza o contexto, a sociedade na que vivimos e as relacións de poder que imperan. O contexto é que hai mulleres e mozas navarras que están a loitar para previr e actuar contra a violencia sexual moi estendida durante estas festas.

Non é a primeira vez que escoito barbaridades sobre o que pasa na praza durante o chupinazo. Non é casualidade que sexa un espazo tan masculinizado. Por algo moitas redactoras que coñezo se negan a facer directos na praza porque sufriron algunha vez agresións machistas, mesmo diante das cámaras. Curiosamente, tamén lles tocaron as tetas. Que obsesión!

A X arrancáronlle a roupa cando volvía de festa. A rúa estaba chea de xente pero ninguén fixo nada. Tocárona por todas as partes, sobárona sen consentimento e fóronse partíndose de risa. No xuízo só houbo algunha condena mínima por agresión pero ningunha por agresión sexual. (Noticia de 2012, Diario de Navarra)

E adiántome; nin puritana, nin do Opus, nin heteronormativa, nin amor romántico, nin me asusta unha mamila, nin me fai falta un pollazo nin nada. Encántame que me toquen as tetas pero eu decido quen e eu decido cando, como e cantos.

E despois vanse aos encerros que, por certo, serven para levar a animais a unha praza para torturalos ata a morte. Que bonhomía, que valentes, que collóns teñen os que corren. Canto macho. Gora San Fermín.
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[A Coruña] Hoxe Xoves 11, ás 20.00 hrs., na praza do Obelisco, Concentración conxunta en denuncia da Criminalización da Solidariedade

Tal como contamos onte nesta entrada deste mesmo blogue: Ás 13 persoas que ata onte estaban baixo ameaza de sancións por teren participado en mobilizacións a favor do dereito á vivenda e contra os recortes sociais, temos que engadir 4 persoas máis. Este total de 17 persoas -polo de agora- están acusadas de feitos supostamente ocorridos tanto durante a tentativa de desafiuzamento de Aurelia Rey (18 de febreiro) como durante unha concentración diante da sede do Partido Popular (9 de abril); agora vimos de recebir por correo a nota de prensa de STOP Desafiuzamentos A Coruña convocando à Concentración Solidaria con a lenda: Múltannos a nós para asustarte a ti hoxe xoves as 20 horas no Obelisco desta cidade e que colamos para a sua difusión e coñecemento:

Ao abeiro da crise social creada polas entidades bancarias en connivencia ca corrupción política, o goberno municipal do Concello da Coruña e a Subdelegación do Goberno están a amosar como, dende unhas institucións que se supoñen de todas e todos, perséguense as protestas e criminalízanse as demandas da cidadanía ao tempo que non se dubida en seguir apoiando aos bancos i élites político-financieiras que se están a beneficiar do actual drama social.

Às persoas encausadas están acusadas de diferentes faltas, pero fundamentalmente podemos resumilas en 3: dificultar a súa identificación –cuestión totalmente falsa, as persoas indentificáronse, e foi en varios dos casos o feito de pedir tamén identificación a algún dos axentes o que conlevou estas propostas de sanción como represalia-, instigar ás masas a defender o dereito á vivenda –interpretación subrealista que insinúa que as aproximadamente 200 persoas que acudiron a parar o desafiuzamento de Aurelia, ou quenes participan en mobilizacións sociais, carecen de reflexións e posicionamentos propios sobre a actual crise de dereitos humanos e sociais no Estado español- e, en terceiro termo, unha perversa interpretación do que supón a “seguridade” cidadá, xa que, segundo as propostas de sanción, pronunciarse a favor do dereito á vivenda i en contra dos recortes que poñen en risco cuestións esenciais como a vivenda, a saúde ou a educación da cidadanía crea un clima de inseguridade.

É dicir, que o que realmente preocupa aos nosos gobernantes non é que esteamos a vivir un retroceso en dereitos humanos e sociais sen precedentes dende o inicio da democracia, senón que o que verdadeiramente considera como “problema” o goberno do Partido Popular no Concello e na Subdelegación é o feito de que fagamos uso do noso dereito á manifestación e libre expresión para denuncialo e pronunciarnos en contra.

Os colectivos sociais e persoas que loitamos polo benestar da cidadanía estamos a ver con fonda preocupación esta perversa interpretación da realidade que están a impoñer os representantes políticos. Estes, facendo uso do seu poder, non dubidan en tentar silenciarnos a través da actuación de forzas que deixan de ser “de seguridade” para converterse en “represivas” xa que, en lugar de defendernos de bancos estafadores e políticos ladróns, cargan contra a cidadanía con toda a forza do aparato de Estado.

Diante desta manipulación da realidade perfectamente imbricada no que a investigadora social Naomi Klein chama “a Doctrina do Shock” [1], resulta cada vez máis acaído ter presente as palabras do financieiro estadounidense WarrenBuffet -o cuarto home máis rico do mundo e un dos quince máis poderosos segundo Forbes[2]-: “There’s class warfare, all right, but it’s my class, the rich class, that’s making war, and we’re winning.[3]”

Os poderosos protéxense entre eles. É por iso que o Goberno, as persoas elexidas na Coruña ou no Estado para atender as demandas da poboación, estanse centrando abertamente en silenciarnos, reprimirnos e disuadirnos da nosa capacidade crítica, sancionando economicamente a quenes protestamos.

Que cabe agardar dun Concello e unha Subdelegación do Goberno que pertencen a un partido político especialista en estafar diñeiro público? Á vista do ambiente dos xulgados de Madrid, poucas organizacións activas na actualidade teñen tantos delincuentes entre as súas filas como ten o Partido Popular…

Nós non lles temos medo, estamos seguras e seguros dos nosos coñecementos e confiamos nos nosos sentimentos, estamos fortes para dar unha resposta.

O xoves 11, ás 20.00hrs, na praza do Obelisco, concentración conxunta en denuncia da criminalización da solidariedade: Múltannos a nós para asustarte a ti.

Moitas grazas pola vosa atención

[1]The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism (2007). Documental sobre esta obra dispoñíbel en: http://www.youtube.com/watch?v=tr78G300hb8

[2] http://www.forbes.com/profile/warren-buffett/

[3] “Existe unha guerra de clases, dacordo, pero é a miña clase, a clase dos ricos, a que fai a guerra e a que a está gañando.”

Saúdos e boa xornada,

STOP Desafiuzamentos A Coruña.
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10 jul. 2013

O anarquista Francesco Puglisi detido en Barna e encirrado en Soto ven de ser extraditado a Italia

Acabamos de saber que Francesco Publisi, compañeiro arrestado en Barcelona polas condenas en relación con a revolta do G8 de Génova 2001, foi extraditado a Italia.

Tenría que estar de paso no cárcere de Rebibbia, mais esperamos a confirmación do seu destino definitivo.

Atentxs às actualizacións.

Máis información sobre este caso en Abordaxe (aquí, acá e acolá)
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[Grécia] Reivindicaçom do ataque incendário ao Ministério da Cultura em Solidariedade com Kostas Sakkas em greve de fome

Recolhemos de ContraInfo (acá).

“Nom consigo sentir mais o cheiro dos medicamentos, nem o fedor da enfermaria, – cravos irám florescer mais umha vez – bendito seja o tempo – entom e se for para a prisom? – Nom se submeter! Isso é tudo. Para lá nom há outras recomendaçons.” Nâzım Hikmet

Na terça-feira, 2 de Julho, atacámos o Ministério da Cultura pelo lado da rua Zaimi (Exarchia). Após ter saltado a porta da entrada, alguns/as companheiros/as deitaram fogo a todos os carros propriedade do ministério que se encontravam no parking e a seguir continuaram a marcha junto com o resto do grupo.

Umha mostra de solidariedade e de apoio à luta que está levando a cabo o anarquista Kostas Sakkas, que pondo o seu corpo como frente de combate, completou já um mês de greve, exigindo a sua imediata libertaçom.

Kostas Sakkas permanece já há 30 meses na prisom, sem ter sido condenado em caso algum. A luta que está a realizar contra o seu extermínio político e físico é parte de umha resistência mais ampla contra a re-estruturaçom capitalista e o estado de emergência que impom o domínio doméstico e internacional na Grécia e em todo o mundo. As respostas ao ataque do novo totalitarismo estám-se a dar de diversas maneiras e em todos os lados: dos ataques de Atenas a Skouries (Calcídica) e daí às cidades em chamas na Turquia, Brasil, Egito e Chile.

SE O COMPANHEIRO NOM FOR LIBERTADO IMEDIATAMENTE, OS ATAQUES AUMENTARÁM DE FORMA IMPORTANTE.

TUDO CONTINUA.


PD1: Sobre as detençons de que tivemos informaçom pela imprensa e que ocorreram após a operaçom policial na zona de Exarchia depois do nosso ataque, aclaramos que todos/as nós escapamos e seguimos de acordo com o nosso plano, pelo que os/as detidos/as nom têm nenhuma relaçom connosco e com a açom.
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Novas multas para "Stop Desafiuzamentos" Coruña

Apenas uns días antes da concentración contra a represión aos movementos sociais, a subdelegación do goberno envía novas e inxustificadas sancións por participar en actos de "Stop Desafiuzanmentos". Nesta ocasión corresponden a concentración fronte a sede do P.P. da cidade herculina do pasado 9 de Abril, que, do mesmo xeito que na maioría de capitais do estado, protestaba ante a guarida dos populares no día do debate da ILP sobre a dación en pago no congreso dos diputados ( máis sobre esa concentración AQUÍ). Cinco son, polo de agora, os sancionados nesta nova ocasión, pero o número semella que podería aumentar nos vindeiros días. Súmanse, deste xeito, aos oito sancionados do desafiuzamento de Aurelia, máis @s tres enxuiciad@s por impedir o acceso ao camión dos bombeiros ese mesmo día, e, no bando das represalias que aínda non chegaron (pero que de seguro chegarán): as tres persoas que bloquearon o portal de Aurelia (sinaladas xa pola prensa e a subdelegación como procesados) e a varios participantes das protestas contra o ofimático (AQUÍ) aos que os antidisturbios tamén lles prometeron a súa ración de xustiza popular (do partido popular, claro). Iso sen falar das manifestacións ilegalizadas, as identificacións inmotivadas e intimidatorias ou o hostigamento de periodistas alternativos.

Vese que con estas novas multas a subdelegación do goberno da Coruña quere encher de contido a concentración de mañá contra a represión dos Movementos Sociais, que baixo o título "Múltannos a nós para asustarte a ti", protestará no Obelisco ás 20:00h contra escalada represiva contra calquera acto de disidencia (máis info neste blog AQUÍ).

C.R.

Convocatoria en "Corunha.info" AQUÍ.
Artigo en "Praza" sobre as novas multas AQUÍ.
Facebook de "Stop Desafiuzamentos" Coruña AQUÍ
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Corcoesto: vitoria temporal e falencia da bolla aurífera

Collemos e defundimos de ContraPoder

Foi a nova do día. Onte a Xunta do Partido Popular, através da Consellaría de Economía e Industria, tirou de nota de prensa para fazer pública a paralisación dos trámites da autorización á multinacional Edgewater para instalar o tan contestado proxecto mineiro de Corcoesto. O motivo oficial, lonxe de vir sustentado nas demandas veciñais, na forte agresión ambiental que constituiría para a comarca coa consecuente degradación de acuíferos e actividades agro-gandeiras ou na polución legada ás xeracións vindeiras solvéntase cun criterio técnico: “a empresa debe acreditar unha solvencia mínima do 25% de fondos propios no investimento do proxecto”.

A propia administración autonómica, que semanas atrás denegaba a autorización a outro proxecto mineiro en terras da Limia (Ver acá en Abordaxe), teríalle comunicado esta decisión á propria mineira canadiana. Todo isto sucede meses despois de ter aprobado o informe de impacto ambiental do que a empresa continúa a fachendear no seu web como alicerce da viabilidade do proxecto, e que suscitou a máis grande campaña ambientalista que viveu Galiza desde os tempos do Nunca Máis.

A resposta da Plataforma pola Defensa de Corcoesto e Bergantiños non tardou en chegar e considera o anuncio da Xunta como “propaganda institucional” ao non vir acompañada da publicación no DOGA e afirma que debería vir acompañada da cancelación da Declaración de Impacto Ambiental.(ver aquí a sua Nota de Imprensa)

Así, a nova non colleu por sorpresa a Plataforma pola Defensa de Corcoesto e Bergantiños, que o pasado 1 de xullo alertaba que a filial da mineira carecía dos mínimos recursos para enfrontar un desastre ambiental. De feito, baseándose en informes da Sociedade Galega de Historia Natural, fronte aos “300 ou 350 millóns de euros” que serían precisos para enfrontar unha catástrofe ambiental “de custe irreparábel”, Mineira de Corcoesto S.L apresenta unicamente “un patrimonio neto dun millón de euros, computando as subvencións recebidas da Xunta pendentes de imputar aos resultados do exercício”. Este balanzo inviabilizaría incluso o pagamento das súas débedas, que ascenden xa a 4 millóns.

E quizais tampouco sorprenda á propia mineira, un feito comprobábel na concentración realizada o 5 de xullo diante do Parlamento Galego por “colectivos” apoiantes da mina, entre os cales se atopaba o rexedor de Cabana (PP) e outros políticos do partido da dereita xunto ao para-sindicato amarelo USO.

A bolla aurífera desincha

Sen dúbida, a multinacional canadiana premeu todos os resortes posíbeis para a materialización do único proxecto aurífero co que conta a día de hoxe, xunto a outro en Ghana. Contodo, a cotización bursátil de Edwater no Canadá tería caído un 70% nos últimos 12 meses, denotando o refluxo que outras mineiras están a experimentar logo da depreciación deste mineral, que atinxe unha baixa do 20% desde os máximos de 2011. Aliás, dáse por sentado que o ouro manterá a dinámica depreciativa após os EUA mobilizaren as súas forzas financeiras para recuperar o patrón-dólar como reserva internacional.

En resumidas contas, é innegábel que a paralisación temporal do proxecto mineiro de Corcoesto constitúe unha vitoria (por agora parcial) para os colectivos ambientalistas e os milleiros de galegas e galegos que se sumaron ás campañas de contestación, conducíndonos á tan recorrida (pero nunca suficientemente comprendida) máxima de que a “a loita é o único camiño”.

Neste sentido, da mesma Xunta do Partido Popular que abenzoou cun Plano Sectorial de Actividades Extractivas as extraccións en case calquera ponto da nosa xeografía, incluso en áreas protexidas —e que, con certeza, aínda non retirou— podemos agardar calquera cousa. Por todo isto, é preciso mantérmonos vixiantes perante os futuros movementos mineiros, xa que, como nos teñen acostumadas, son auténticos expertos en xerar manobras de distracción para acalmar os ánimos mobilizadores.
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