31 ago. 2012

[Itália] Ampliamos informaçom sobre as últimas detençons.

Chegarom-nos diferentes correios aclaratórios ao respeito do acontecido esta semana em Trento com as compas anarquistas, imos copia-los, traduzi-los e cola-los para conhecemto de todas, o primeiro profunda no relato dos feitos e os outros dois som comunicados, o primeiro, assinado por "Anarquistas de Trento e Rovereto", é um texto distribuido durante a concentraçom organizada em 28 de agosto em Rovereto (Trento, Itália) em solidariedade com as arrestadas e investigadas e o segundo é um comunicado solidário assinado em Milano por "Individualidades Anarquistas associadas para a ocasiom". Além cabe sinalar que som numerosos os comunicados emitidos estes dias, alguns de-les estám publicados em diversos médios alternativos como alasbarricadas:

Em 27 de agosto de 2012, às seis da manhã, 50 agentes da esquadra policial de Trento, da DIGOS (a equivalente à brigada de informaçom espanhola) e da esquadra de Rovereto (norte de Italia) registraram as moradas de várias anarquistas e dois locais do movimento na regiom. A operaçom está coordinada pola Direcçom central da polícia preventiva contra um suposto “grupo anarquista insurreccionalista” em relaçom a várias acçons de sabotagem anónimas que se sucederam desde 2009.

Lavam-se arrestadas a dois conhecidas compas, Massimo Passamani e Daniela Battisti, sob acusaçom de “asociaçom subversiva com finalidade de terrorismo”. O Fiscal apresenta a Massimo como “líder” e “principal exponhente do anarquismo em Rovereto” e a Daniela como “tesoureira” do suposto grupo.

Segundo os médios de desinformaçom locais as investigaçons terian durado tres anos, e foram “escuitadas ou examinadas pola Chefatura de polícia case 149.000 chamadas telefónicas, 10.000 escoitas ambientais, 18.000 comunicaçons telemáticas, 14.000 dados de posiçonamento GPS e 92.000 horas de vídeo”. Em ditos médios fam-se constantes referências à participaçom das detidas na luita contra o trem de alta velocidade (TAV) na regiom de Val Susa (Piamonte), resaltándo-se o feito de que Massimo Passamani nom respetara o “foglio di via” (umha proibiçom de entrada e circulaçom por todo o pais ou por umha regiom determinada) emitido pola Chefatura de polícia de Torino, pola sua activa participaçom nos protestos contra o TAV.

Os comités NOM TAV de Val Susa e Trentino denunciam que na realidade a operaçom policial “é um intento de meter medo a tudo o movimento e desacredita-lo”. Além, também denunciam o feito de que os arrestos se produciram dois dias antes do início dumha acampada NOM TAV na zona de Trento, onde também existem projectos de construiçom dumha linha similar à de Torino-Lion.

De momento, Massimo Passamani segue encarcerado e Daniela Battisti em arresto domiciliário.

SOLIDARIEDADE COM AS COMPAS INVESTIGADAS

LIBERDADE PARA MASSIMO E DANIELA

NOM TAV

30 AGOSTO 2012.

O endereço a dia da data de Massimo Passamani é esta:

C.C. Di Tolmezzo

Via Paluzza 77

33028 Tolmezzo (Udine – Italia)
................................................................................
Texto distribuido durante a concentraçom organizada em 28 de agosto em Rovereto (Trento, Itália) em solidariedade com as arrestadas e investigadas

Na manhã do 27 de agosto a DIGOS de Trento, baixo órdenes da Fiscalia, realizou 10 registros e arrestou a 2 compas anarquistas, Daniela e Massimo. A acusaçom por “asociaçom subversiva” acada, além dos 2 arrestos, a 6 principais “sospeitosos” e 43 “cúmplices”.

O artículo 270 (asociaçom subversiva) é umha norma do Código Penal provinte direitamente do Código Rocco (da época fascista), que permite preventivamente a prisom provisória até os 18 meses. Por outro lado o mesmo nome dado à operaçom (a palavra latina Loxididae, é dizer, Zecca em Italiano, Carracha em galego) é umha típica expressom com a que os fascistas chamam aos seus inimigos. O 270 é um artículo que tem por fim reprimir a disidência política. A sua aplicaçom nom necessita provas de feitos delictivos específicos; basta com demonstrar a intençom de fazer fronte ao Poder constituido. Por esta razom trata-se de investigaçons que se fundam principalmente sobre interceptaçons, seguimentos e reconstrucçons policiais dos feitos.

Esta enéssima operaçom repressiva é um ataque a quem nom se adaptam nem querem adaptar-se a um modelo político e social baseado na guerra, na exploraçom, na exclusom. É a expressom da vontade do Poder de conter o conflicto nos límites da legalidade. Teme-se a perigosidade social dum comportamento que radicaliza a conflictividade existente e difusa. Nom é casual que o ensanhamento repressivo, em particular contra Massimo e Daniela, esteja ligado à sua participaçom na luita no Val di Susa e noutras partes. Tampouco é casualidade que a repressom passe a través das mistificaçom das ideias: atribuir roles de liderato e estructuras jerárquicas alá onde existem relaçons baseadas na horizontalidade e na negaçom do principio de autoridade. Prever a possibilidade de que poidam encontrar-se anarquistas e “simples cabreadas” é umha necessidade do Poder e, junto a elo, umha resposta às recentes luitas sociais.

Na realidade, o que nos deveria preocupar, deviera ser a violência das políticas de rapinha e morte, e nom a coragem e a obstinaçom com a que as anarquistas oponhem-se a elas.

Acçons terroristas som as de quem enriquecem-se a través do mercado da morte e da guerra (Finmeccanica), de quem viola cotidiam a vida dos seres humanos criando novos campos de concentraçom para migrantes que fugem da misséria e da guerra, de quem é responsável da devastaçom do território (a través de projectos como o do TAV). Nom as de quem se opom e combate para que isto nom aconteza.

Luitar pola liberdade de Massimo e Daniela sinifica assumir, cada quem de nos na nossa vida cotidiám, segundo os nossos próprios métodos e práticas, a pasiom e a combatividade que, como muitas sabem, distinguem-lhes nistos anos e distinguem-lhes como pessoas.

A CUMPLICIDADE É UMHA ARMA,

A SOLIDARIEDADE É UMHA FORÇA.

LIBERDADE IMEDIATA PARA DANIELA E MASSIMO.

SOLIDARIEDADE A TODAS AS INVESTIGADAS.


Anarquistas de Trento e Rovereto.

...........................................................................

Carracha* de Estado

Num mundo ao revés as guerras chamam-se «misions de paz» e a devastaçom dos territórios é definida como «desenvolvimento». Como resultado desta distorsiom de términos, quem se opom a elo por forza é um terrorista.

Quem dispara armas químicas (proibidas nos conflictos externos, pero em uso polas forzas da ordem) à altura da cabeça destrozando os rostros de manifestantes e envelenando os seus pulmons, é invocado, aplaudido e defendido por tudos os médios de comunicaçom servis aos
partidos políticos (é dizer, a totalidade da informaçom oficial), entanto que quem responde a esta violência é sempre o mesmo «terrorista», anarquista ou nom, pouco importa.

O PD [Partido Democrático] é um dos defensores desta neo-lingua e, no Piamonte, Stefano Esposito, é um dos máximos responsáveis da presência do ejército no Val di Susa, o instigador que deu a bem-vinda às torturas que tiverom lugar em 3 de julho de 2011 contra quatro manifestantes detidos durante o assalto à nom-obra, o responsável moral da criminalizaçom de anarquistas trentinos e, em particular, do arresto do nosso companheiro Massimo, por él mesmo sinalado como um líder da revolta valsusina. A sua única neurona nom lhe permite entender que as anarquistas nom tenhem líderes e muito menos aspirar a se-lo.
Siglas, líderes, chefes carismáticos e tudas as missérias que disto derivam, deixamo-las com pracer para um poder que intenta dar forma ao seu inimigo à sua própria imagem e semelhança num vao intento por encasilha-lo, para reprimi-lo de maneira histérica e vengativa.

Por outra parte, parece que a peleja que as valsusinas em luita, e todos/as aquelos/as que se oponhem à destruiçom das montanhas e dos rios realmente nom necessita de alguém que lhes diga «qué fazer», dado que bem pode fazer-se por conta própria.

Num mundo ao revés os laços de amizade e cumplicidade transformam-se em «asociaçons criminais» às que, para poder configura-las melhor, atribuiem-se-lhe siglas nunca lidas em nengures, inventadas da nada polos investigadores de turno.

Assim foi como dois dias antes do campamento NOM TAV em Rovereto, a Fiscalia de Trento detem a duas anarquistas locais e investiga-se a outras 43 por diversos delitos, desde a ocupaçom dum prédio abandonado até atos anónimos de sabotagem desde 2009 até a atualidade.

O vínculo com a luita no Val di Susa é mais que evidente, assim como o generoso aporte que
figerom as compas trentinas.

Com esta operaçom, unida a outros acontecementos dos últimos meses em toda Itália contra realidades e individuos que participam na luita contra as nocividades e a devastaçom dos territórios, buscam eliminar dos conflictos a presência de anarquistas. O jogo é sempre o mesmo e moi velho, quando a ordem constituida pensa que vai atopar-se com momentos históricos que poderiam ponhe-lo em discusiom, encarregam-se de desfazer-se dos elementos mais activas na luita e trata de ailhar a todos/as aquelos/as que se negam a qualquer compromiso com o Poder e que, na luita, nom promulgam nengumha pantomima construida ad hoc
para a prensa, que já sabemos de que lado está.

Anarquistas que de sempre deram mais que um apoio, luitando e arriscando em primeira pessoa, a pesar da repressom, por umha banda, e as acusaçons de «cidadanismo» pola outra.

Para que desapareza esta cloaca das nossas ruas e das nossas montanhas alentamos a geralizaçom da revolta em cada território. Solidariedade quem se oponha à autoridade em todas partes.

LIBERDADE PARA MASSIMO E DANIELA, LIVRES TODOS E TODAS

NOM TAV NOM ESTADO


Individualidades Anarquistas asociadas para a ocasiom, em Milano 30/08/2012
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30 ago. 2012

""Anarquismo, patria e nacionalidade"" Mikhail Bakunin

Recebemos no nosso correio umha proposta de publicaçom do escrito de Bakunin sobre as suas reflexions em torno a Pátria e Nacionalidade, quem enviou a proposta achegou-nos umha versom em castelã, mas traduzimo-la e agora vos apresentamos estoutra versom em galego:

O Estado nom é a pátria; é a abstraçom, a ficçom metafísica, mística, política e jurídica da pátria. As massas populares de todos os países amam, profundamente, a sua pátria, mas este amor é natural, real. O patriotismo do povo nom é só umha ideia, é um feito; pero o patriotismo político, o amor ao Estado, no é a expressom fidel deste feito: é umha expressom distorsionada por médio dumha falsa abstraçom, sempre em benefício dumha minoria exploradora.

A pátria e a nacionalidade som, como a individualidade, feitos naturais e sociais, fisiológicos e históricos ao mesmo tempo; nengum deles é um princípio. Só pode considerar-se como um princípio humano aquilo que é universal e comum a todas as pessoas; a nacionalidade separa a estas, por quanto, nom é um princípio. Um princípio é o respeito que cada quem deve ter polos feitos naturais, reais ou sociais. A nacionalidade, como a individualidade, é um dissos feitos ; e por elo devemos respeita-la. Viola-la seria cometer um crime; e, falando a linguagem de Mazzini, convirte-se num princípio sagrado cada vez que é ameaçada e violada. Por isso sinto-me sempre e sinceiramente o patriota de todas as pátrias oprimidas.

A esência da nacionalidade.

Umha pátria representa o direito inquestonável e sagrado de cada pessoa, de cada grupo humano, asociaçom, comuna, regiom e naçom a viver, sentir, pensar, desejar e actuar ao seu jeito; e esta maneira de viver e de sentir é sempre o resultado indiscutível dum longo desenvolvimento histórico.

Por tanto, inclinamo-nos ante a tradiçom e a história; ou, mais bem, reconhecemo-las, e nom porque se nos apresentem como barreiras abstractas levantadas metafísica, jurídica e políticamente por intérpretes instruidos e professores do passado, senom só porque se incorporarom de feito à carne e ao sangue, aos pensamentos reais e à vontade das povoaçons. Dije-nos que tal ou qual regiom - o cantom de Tesino [na Suiça], por ejemplo - pertence evidentemente à família italiana: a sua linguagem, as suas costumes e as suas restantes características som idénticas aos da povoaçom de Lombardia e, em consequência, deveria passar a formar parte do Estado italiano unificado.

Cremos que se trata dumha conclusom radicalmente falsa. Se existira realmente umha identidade substancial entre o cantom de Tesino e Lombardia, nom há dúvida algumha de que Tesino uniria-se de jeito espontáneo a Lombardia. Se nom é tal, se nom sinte o mais leve desejo de faze-lo, ilo demonstra simplesmente que a História real - a vigente de geraçom em geraçom na vida real do povo do cantom de Tesino, e responsável da sua disposiçom contrária à uniom com Lombardia - é algo completamente distinto da história escrita nos livros. Doutra banda, cabe sinalar que a história real das pessoas e dos povos nom só procede polo desenvolvimento positivo, senom a míudo pola negaçom do passado e pola rebeliom contra del; e que este é o direito da vida, o inalienável direito da presente geraçomn, o garante da sua liberdade.

A nacionalidade e a solidariedade universal.

Nom há nada mais absurdo e ao mesmo tempo mais danino e mortífero para o povo que erigir o princípio fictício da nacionalidade como ideal de todas as aspiraçons populares. O nacionalismo nom é um princípio humano universal. É um feito histórico e local que, como todos os feitos reais e inofensivos, tem direito a exiger geral aceptaçom. Cada povo e até a mais pequena unidade étnica ou tradiçonal tem o seu próprio carácter, o seu específico modo de existência, a sua própria maneira de falar, de sentir, de pensar e de actuar; e esta idiosincrásia constitue a esência da nacionalidade, resultado de toda a vida histórica e suma total das condiçons vitais desse povo.

Cada povo, como cada pessoa, é involuntariamente o que é, e por isso tem um direito a ser él mesmo. Nisso consistem os chamados direitos nacionais. Pero se um povo ou umha pessoa existe de feito dumha forma determinada, nom se da por feito que um ou outra tenham direito a elevar a nacionalidade, num caso, e a individualidade noutro como princípios específicos, nem que devam passar-se a vida discutindo sobre a questom. Pola contra, quanto menos pensem em si mesmas e mais imbuidas estejam de valores humanos universais, mais se vitalizam e carregam de sentido tanto a nacionalidade como a individualidade.

A responsabilidade histórica de toda naçom.

A dignidade de toda naçom, como a de toda pessoa, deve consistir fundamentalmente em que cada quem aceite a plena responsabilidade dos seus atos, sem tratar de desplaza-la a outras. Nom som moi estúpidas tudas essas lamentaçons dum moçalhom queixándo-se com lágrimas nos seus olhos de que alguém corrumpiu-no e pujo-lhe no mal caminho? E o que é impróprio no caso dum mocetom está certamente fora de lugar no caso dumha naçom, cuio mesmo sentimento de auto-estima deveria excluir qualquer intento de carregar a outros com a culpa dos seus próprios erros.

Patriotismo e justiza universal.

Cada umha de nos deveria elevar-se sobre esse patriotismo estreito e mezquinho para o qual o próprio pais é o centro do mundo, e que considera grande a umha naçom quando fai-se temer polas sua vizinhança. Deveriamos situar a justiza humana universal sobre todos os intereses nacionais. E abandonar dumha vez por todas o falso princípio da nacionalidade, inventado recém polos déspotas da França, Prússia e Rússia para aplastar o soberano princípio da liberdade. A nacionalidade nom é um princípio; é um feito legitimado, como a individualidade. Cada naçom, grande ou pequena, tem o indiscutível direito a ser ela mesma, a viver concorde à sua própria natureza. Este direito é simplesmente o corolário do princípio geral de liberdade.

Toda pessoa que deseje sinceiramente a paz e a justiza internacional deveria renunciar dumha vez e para sempre ao que se denomina, a glória, o poder e a grandeza da pátria, a tudos os intereses egoistas e vãos do patriotismo.

Traduzida por Edu
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29 ago. 2012

Concentración de apoio a Barillas, Guatemala (A Coruña)

En maio dabamos conta do lamentable suceso da morte dun indíxena da poboación guatemalteca de Santa Cruz de Barillas a causa da escalada de violencia orixinada pola empresa coruñesa Econer-Hidralia, no seu intento por construír unha central eléctrica a pesar do rexeitamento manifesto da poboación local (noticia neste blog AQUÍ).
A través da páxina Infocorunha decatámonos da seguinte concentración de apoio a poboación de Barillas, prevista para mañá xoves 30 na praza de María Pita e convocada por "un grupo de individualidades feministas/a rede feminista galega". Reproducimos de seguir o manifesto (orixinal AQUÍ):

O municipio de Santa Cruz Barillas, situado ao nordés do departamento de Huehuetenango en Guatemala, sigue resistindo ao hostigamento e ao terrorismo de estado que se lle está a impor.A empresa española Econer-Hidralia, que ten como principal benefactor a Luis Castro Valdivia (coñecido na Galiza como o "señor das minicentrais", asociado con concesións de licencias ilícitas durante a era Fraga e con sentencias condenatorias do TSXG) instala en Guatemala no ano 2009 unha filial, Hidro Santa Cruz, baixo a presidencia de David Castro Valdivia, co obxectivo de instalar unha minicentral hidroeléctrica nunha corrente de auga que forma parte do territorio sagrado, na que se abastecen do vital líquido e pasan o seu tempo de lecer as poboadoras de 23 comunidades próximas, a pesares do rexeitamento explícito das comunidades expresado en varias ocasións a través de consultas comunitarias.

Dende entón, as comunidades mayas da zona viven nun estado de alerta e intimidación constante polas ameazas e crimes cometidos por axentes da seguridade privada da empresa, entre outros, a colocación de explosivos en lugares de paso entre as comunidades e o asasinato dun líder comunitario, Andrés Francisco Miguel, ademáis de ferir de gravidade a outros dous compañeiros.
A situación agrávase o pasado 1º de maio, cando o goberno militarista do xeneral Otto Pérez Molina, descaradamente aliado co capital transnacional declara un estado de sitio no municipio, ocupando 5 comunidades de Barillas con 500 efectivos militares e 400 policías. Oficialízase así a política de terror de estado como estratexia para implantar o medo e disolver a xusta e lexítima protesta social a través da criminalización das lideresas e líderes das comunidades. Unha situación que lembra tristemente os anos máis crueis da guerra en Guatemala.
O momento actual, despois do levantamento oficial do estado de sitio o 18 de maio, é preocupante pola criminalización que segue e a persecución de líderes e lideresas comunitarias vía o sistema formal de "xustiza". Polo momento, hai 9 persoas encarceradas, das que pouco ou nada se sabe, con acusacións absurdas e infundadas como "desorde público", "asociación delictiva" e "terrorismo". Detrás das ordes de captura está a coñecida estratexia do estado de deslixitimar a loita dos pobos pola defensa dos seus territorios por medio da criminalización da protesta social e de provocar o terror como forma de paralizar a resistencia, en poucas palabras, de impor intereses alleos aos comunitarios por medio da represión armada.
Mentres tanto, os militares seguen nas comunidades atemorizando á poboación civil.
Mentres tanto, as mulleres en Barillas resisten tanto como saben, como tiveron que aprender pola súa historia de opresión. Para elas, a militarización pasa polos seus corpos. A presenza de uniformes nos seus territorios convértese nunha ameaza constante de violación sexual. As súas mensaxes contundentes, desvelan o vínculo histórico entre militarización, expropiación dos recursos naturais e violencia sexual, é dicir, que a invasión militar dos territorios comunais en beneficios de intereses neoliberais ven acompañada, sistematicamente, da expropiación dos corpos das mulleres.
Dende Galiza, un grupo de individualidades feministas/a rede feminista galega, posicionámonos en solidariedade coa loita das comunidades mayas de Barillas, en particular coa loita das mulleres que, asediadas pola deslixitimación, as ameazas, o acoso, a intimidación e a violencia sexual, seguen co firme propósito de poñer fin aos procesos históricos de abuso e expropiación da terra e dos seus corpos.
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Polo dereito a decidir. Voltan os 70's!‏ (A Coruña)

Reproducimos esta interesante convocatoria feminista coruñesa, cumprindo así o prometido hai uns días de informar sobre a mesma en canto tivésemos máis información:

Damos inicio ás accións en defensa dos dereitos das mulleres este venres 31 de Agosto no Paseo Marítimo da Coruña, na Coraza de Orzán (onde as bandeiras).

Compartiremos información, pensamentos e sentires diversos sobre o por qué de nos mobilizar hoxe e aqui. No debate "Por qué estamos aqui?" Falaremos do dereito a decidir, das propostas, creacións de redes, planificación de accións...e a continuación faremos un roteiro co lema "As institucións FÓRA DO MEU CORPO!!"

Iremos dando mais detalles próximas ao dia. De momento reservar esta tarde de venres para loitar por nós, por todas.

http://corunha.info/node/664

(**) Nota: todas aquelas persoas que desexen axudar cos preparativos de última hora están convidadas a facelo na reunión que terá lugar mañá xoves 30 ás 20:00 da tarde no CSOA Palavea


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[Grécia] Outro intento de assassinato fascista e um ejemplo de resposta anarquista

Colhemos de duas notícias de ContraInfo para dar conta da situaçom de tensiom que se vive nestes tempos na Grécia, a primeira da conta dum outro intento de assassinato dum moço migrante em Atenas e a outra fala da resposta de compas aos neo-nazis em Zitsa

Segundo informa Indymedia Atenas, sobre as duas da manhã do martes, 28 de agosto, umha banda de 14 matons de Mencer Dourado (com elementos distintivos), em sete motos, atacarom a um moço migrante de Bangladesh chamado Asim na parada do tranvia de Parque Floisvos, distrito de Palaio Faliro.

Os matons neonazis derom-lhe de couces e golpes com botas e bates, antes de assestar-lhe 4 punhaladas! Ao jovem migrante –conhecido na praça de Exarchia como vendedor de rua–, transladarom-no a um dos hospitais do centro de Atenas.

Em cumplicidade com os neonazis, os madeiros negarom-se a vincular o "incidente" com Mencer Dorado nem pugerom em marcha o procedimento de delito flagrante (no que aos sospeitosos se lhes arresta na mesma escena ou numha data tope de 24 horas), senom que prefirirom sugerir às pessoas que apoiam o caso de Asim que se limitaram a presentar umha denuncia oficial.

Tam pronto como houver info sobre o estado de saude de Asim, actualizaremos a notícia.

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Da outra banda um grupo de compas de Igoumenitsa, que se atopavam numha feria local de vinho na povoaçom de Zitsa, cerca da cidade de Ioánnina, souberom da presência de 4 bastardos neonazis e atacarom-lhes golpeándo-lhes no medio da verbena. Um dos neonazis consiguiu fugir da escena em moto, pero xs compas localizarom-no de novo e partirom-lhe a cara, ademais da moto.

Nem em Zitsa, nem em nengumha parte
Aplastade aos fascistas em povos e cidades
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28 ago. 2012

[Itália] Novas detençons em Rovereto : Massimo Passamani em prisom e Daniella Battisti em arresto domiciliário

"A sociedade mais totalitária é a que sabe dar às cadeias a cor da liberdade, a mercaduria por excelência hoje em dia. Se a repressom mais eficaz é a que anula o desejo mesmo de rebeliom, o consenso é repressom preventiva, polícia das ideias e as decisons."

Recebemos este correio que traduzimos e colamos tal qual:

Esta manhá (ontem), 27 de agosto, numha operaçom das forças especiais dos Carabinieri, numha operaçom na que participarom dezenas de polícias e na que, além dumha dezena de domicílios, registrarom dous centros anarquistas (em Trento e Rovereto) detiverom aos compas Massimo Passamani e Daniella Battisti, o primeiro fica já no cárcere de Tolmezzo e a segunda em arresto domiciliário.

As acusaçons nom som de todo claras, mas sabe-se que as detençons orquestrarom-se baixo o artículo 270 bis, ou seja, asociaçom subversiva. Segundo a imprensa burguesa (Rádio NBC) acusase-lhes de quanto menos «28 feitos, que vam desde ataques contra repetidores de Vodafone e Wind» e disturbios «em Val di Susa, em Roma e Grécia». Além, sempre segundo a imprensa, Massimo seria o «líder» dos anarquistas insurreiçonalistas italianos. Nos últimos meses nom som poucos os jornalistas que se ensanham em amosar um suposto liderazgo.

Nessa linha vam as declaraçons do parlamentário piamontés do PD (Partido Democrático) Stefano Esposito quem nom tardou em sair a dar umha conferência de imprensa esta tarde na que declara que durante meses vem denunciando «o papel desempenhado por Massimo Passamani no Val di Susa como chefe da á militar e violenta do movimento Nom Tav». E continua dezindo que espera «as opinions de vários intelectuais em Torino que me atacarom quando denunciei o papel dos antagonistas e sobre tudo espero saber se os habitantes de Val di Susa contrários ao Tav vam tomar as distâncias dum acusado de subversiom». Divide et impera.

Vejamos si, logo dos ejércitos de polícias e militares que invadirom o val para supervisar a destruiçom do mesmo em benefício do projecto de Alta Velocidade do Capital, a clásica formula de dividir a quem luitam entre «bos» e «maus» esta vez funciona em Val di Susa.

Só podemos agregar que nengum anarquista estará só. A demonstrar solidariedade da maneira que se cria convinte, ainda que a melhor maneia é continuar a luita.

Para escrever-lhe a Massimo (pode lêr em castelã):
Massimo Passamani
C.C. di Tolmezzo
via Paluzza, 77 - 33028 Tolmezzo (UD)
Italia
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27 ago. 2012

Elisa di Bernardo (cárcere de Roma) une-se a Marco Camenisch na greve de fame simbólica

Fazemos pública esta carta de Elisa escrita desde o cárcere de Roma onde fica presa tra-la "Operaçom Ousadia":

Com grande prazer uno-me a Marco Camenisch na greve de fame nom reivindicativa desde o 20 de agosto ao 3 de setembro de 2012. O meu corpo será o médio de luita preferente contra a denominada “Operaçom Ardire” (ousadia) e a repressom que o Estado ordena sempre aos seus títeres de guarda com a fim de deter a toda pessoas que ousa discutir o seu poder com palavras e com acçons. Contra os cárceres em todas as quais pretendem aniquilar ao indivíduo e aos seus inevitáveis impulsos de liberdade vital, encarnizándo-se ainda mais alá onde reinam a rebeliom, a dignidade e a determinaçom.

Em solidariedade com os companheiros e irmãos Marco Camenish, a quem por segunda vez denegarom-lhe a liberdade condiçonal, e Gabriel Pombo da Silva, à espera de ser extraditado ao estado espanhol como el deseja. Acontecementos istos que este ano deviam caracterizar as suas vidas e que a "razzia anti-anarquista" do 13 de junho evidentemente quere obstaculizar. Um forte abraço com o meu coraçom cheio de subversom cúmplice.

Em solidariedade às compas da Conspiraçom das Células de Lume que nos cárceres gregos nom dam um passo atras, mantendo a suas cabeças altas incluso agora que seis del@s estám sendo investigad@s ao estar incluid@s na “Operaçom Ardire”: Continuade combatindo o medo como sempre figestedes...nom estades sós! ”Sempre na batalha...”(Olga Ikonomidou, do seu comunicado sobre a fim do seu ailhamento).

Em solidariedade com os anarquistas Eat e Billy presos dos cárceres indonésios: O oceano que nos separa é um trampolim para a cumplicidade revolucionária internacional.

Em solidariedade com o irmão Luciano Pitronello (Tortuga), em greve de vissitas: as tuas palavras desde o alonjano/cercano Chile som testemunha da tua força, da tua coragem e da tua natureza individualista.

Em solidariedade com o companheiro mexicano Mario López, que resultou ferido em 26 de junho pola explosom acidental do artefacto que transportava, e à sua companheira Felicity Ryder, fugida desde entom e perseguida por quem planificarom umha ondanada repressiva em terras mexicanas. Resiste Mario! Hoje nom estas só no hospital, nem o estarás amanhá na cela! Corre Felicity! Que o vento da revolta te acompanhe o mais longe possível alonjando-te dos teus perseguidores!

Em solidariedade com @s perseguid@ e encausad@s pola recém “Operaçom Mangiafuoco” desenvolvida na Itália e Alemánia ao alba do 8 de agosto, por iniciativa da quenturienta fiscalia de Bologna.

Em solidariedade com tod@s @s que, dentro e fora dos cárceres, combatem com todos os médios a autoridade pre-constituida e o poder predeterminado.

Graças a quem nom deixam de demostrar-me tudo o seu apoio e cercania solidária. Honor a@s caid@s em combate! Estám sempre comigo!

Com amor e anarquia,

Elisa di Bernardo

Prisionera política anarquista e vegana

11 agosto de 2012

c/c Rebibbia femminile

Via Bartolo Longo 92

00156 Roma

Traduzido e colado por Edu de Alasbarricadas

Ver também 1º Comunicado de Elisa tras o seu ingresso em prisom
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Actividades no C.S.O.A. Palavea: asambleas varias e concerto de Hip Hop

Tras un parón nas actividades durante o presente mes de agosto, destinado a labores de posta a punto do espazo e ao merecido descanso dos membros da asemblea, o Centro Social Okupado de Palavea retoma preguiceiramente as súas actividades: Ademáis da asamblea da casa de hoxe luns (as 21:00h), este martes 28 ás a 17:00 a okupa acollerá unha nova "asemblea de mulheres do CSOA Palavea" (lembramos que este venres 31 de agosto haberá en Coruña unha "Xornada pública pola defensa dos nosos dereitos a decidir sobre os nosos corpos" -AQUÍ da que informaremos cumpridamente cando saibamos máis dela), mentres que o venres 31 ás 22:00 un concerto de Hip-Hop reunirá aos grupos "VERSO LIBRE" e "AXLUBI-X".

Tímido comezo para as actividades deste prolífico Cento Social, que promete ir completando ao longo de setembro ata retomar o seu frenético ritmo habitual, incorporando ás actividades fixas (agora en parón estival) outras novas, así coma unha infinidade de concertos, talleres, xantadores e demais apetecibles convocatorias.

Aquí podedes acceder ao blog da okupa: http://okupacorunha.wordpress.com que, por certo, atópase na rúa Río de Quintas 31 de A Coruña, na N-550 ao carón da discoteca OH! Coruña.


C.R.
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Mais sobre as Pussy Riot - Fuga da Rússia de duas membros e Acto solidário em Compos

Alguém ao ver esta notícia poida que se pergunte, que é o que nos move a falar tanto deste caso tam mediático?

Bom, caberia aclarar que, antes de que Madonna e outras "estrelas" da música deram o seu apoio a estas moças e os falsimédios convertiram o seu caso em notícia de vrão, já em abordaxe recolhiamos notícias da súa trajectória activista de páginas de informaçom anarquistas (ver acá) e por isso e porque merecem a nossa estima e apoio, imos dar conta das novidades que conhezamos.

Assim, este sábado passado, ao meio-dia, um grupo de feministas galegas, vestidas como as "Pussy Riot", acedêrom às instalaçons da catedral compostelana e despregárom umha grande faixa nas varandas da fachada principal, na qual se lia "Pussy Riot liberdade". Além corearom berros como "Presas à rua, a luita continua", "As presas agora, queremos vê-las fora", "Nom passarám, aborto livre", "Nom passarám, o PP e Gallardón" e "Fora os rosários dos nossos ovários". Finalmente, por volta das 12:30, pessoal de segurança expulsou o coletivo das instalaçons católicas.

Também damos conta das palavras dumha das activistas condenadas ao respeito do juízo e da condena: «Intentaram apresentar a nossa acçom como a dumhas ateias militantes sem coraçom, mas cometerom o erro de que já antes eramos conhecidas como a banda de punk feminista anti-Putin que realizava assaltos mediáticos nos principais símbolos políticos do pais, e podemos dizer que no juízo "ganhamos", dado que umha condena por estes feitos demonstra a natureza repressiva do próprio juízo».

Além soubemos de que duas das activistas de Pussy Riot fugiram da Rússia para escaparem à ordem de prisão, segundo anunciou a própria banda: «As nossas duas membros que eram procuradas pela polícia já conseguiram deixar o território russo!» E além soubemos que as Pussy Riot estám mesmo a recrutar feministas estrangeiras para preparar novas acçons.

Notícia redactada por Edu segundo informaçom recolhida de DiarioLiberdade; SermosGaliza e DiarioDigital.Sapo
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Chourizada – Concentración contra os recortes na Coruña

Chegou ao noso correo a seguinte convocatoria, da que damos cumprida conta:

O vindeiro martes, 28 de agosto, ás 18 horas, a CGT da Coruña realizará no Obelisco unha chourizada-concentración contra os recortes e as agresións que estamos a sufrir a clase traballadora.

Con este acto, imos a dicirlles aos poderosos que non aturaremos que nos leven á ruína e á miseria, que non imos aceptar as súas mentiras e que a cada novo roubo e a cada agresión nos van ter enfronte. Acabemos cós chourizos, con aqueles que nos rouban, nos oprimen e nos explotan: cós políticos mentiráns, cós patróns negreiros, cós banqueiros ladróns, cós xuíces prevaricadores, …
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24 ago. 2012

[Grécia]: Acçons antifascistas contra os progromos racistas e assassinos

As compas anarquistas venhem levando a cabo variadas acçons antifascistas em numerosas cidades gregas desde que começara a maciça campanha ofensiva da polícia contra migrantes/refugiadxs a primeiros de agosto e, sobre tudo, despois de que em 12 deste mês de agosto "aparentes nacionalistas" assassinaram a um home a coiteladas no centro de Atenas.

Assim, na passada terça feira (martes 21 de agosto), ao mediodia, umhxs 150 compas tomarom as ruas do centro de Atenas, nas zonas de Omonia, Monastiraki e Thissio, manifestándo-se contra o terrorismo fascista e de Estado, e para ontem mesmo, 23, estava convocada umha manifestaçom em Corinto, da que ainda nom temos notícia do que aconteceu, em resposta à converssom dumha base militar em Campo de Concentraçom para migrantes.

A intervençom de rua no centro de Atenas foi umha primeira resposta mínima aos ataques assassinos e o pogromo contra migrantes. Começando em Monastiraki, xs antifascistas colarom pósters, distribuirom textos multilingües e marcharom polas ruas Athinas, Sophocleous, Sapphous, Sarri, Asomaton e Adrianou.

Xs compas manifestarom-se exactamente onde, em 12 de agosto ao mencer, uns matons fascistas assassinarom a um migrante depois de ter intentado atacar a outrxs dous. Intervirom com um discurso anarquista nos bairros do centro, onde moram, trabalham e saem muitxs migrantes e refugiadxs pese a que os controis policiais e arrestos som frequentes durante o dia.

De seguido colamos o texto traduzido do póster multilingüe colado abondosamente polxs compas:

Em domingo, 12 de agosto, 5 fascistas em moto assassinarom a coiteladas a um moço migrante na rua Anaxagora, no centro de Atenas ocupado pola polícia. Um pouco antes, intentaram acoitelar a outrxs duas migrantes. A polícia e o ministro sabiam, desde o primeiro momento, que se tratava dum assassinato racista; ainda assim, nem se anunciou nunca o nome da vítima, nem se atoparom aos assassinos. E como iam faze-lo se a maioria dos pasmas tenhem ideias afins aos fascistas assassinos de “Amanhecer Dourado”? De todas é sabido que a mitade de-les votou a este partido nas passadas eleiçons nacionais.

Vivemos os dias e as noites dos coitelos. Só nos últimos seis meses, houvo 500 ataques fascistas contra migrantes, a maioria, trabalhadorxs. Vivemos os tempos que lembram aos pogromos nazis. Desde o 2 de agosto realizarom-se mais de 8000 traslados à Direcçom de Polícia para Estrangeiros na rua Petrou Ralli e mais de 1600 arrestos de migrantes, como resultado da enorme operaçom policial “Xenios Zeus”.

Crêmos que as pessoas deveriam viver com dignidade, solidariedade e igualdade, sem importar o seu pais de origem, a sua cor de pel, a sua religiom e o seu sexo, sem importar se tenhem ou nom papeis. Crêmos que os ataques e assassinatos fascistas/racistas nom deveriam ficar sem resposta.

Debemos luitar juntxs como “nativxs” e migrantes contra o racismo, o nacionalismo, o fascismo e o totalitarismo de qualquer caste, como parte da luita contra o Estado e o Capital. Debemos luitar por um mundo sem opressom nem exploraçom, sem fronteiras e patrons.

O silêncio é cumplicidade
Contra os pogromos racistas e assassinos
Abate o fascismo em cada bairro


Asdo: Pessoas em luita contra o terrorismo fascista e de Estado


Em quanto à situaçom em Corinto, fazemo-nos eco da convocatória da manifa (em quanto saivamos como foi, vos contamos):
Despois do traslado nocturno de arredor de 400 migrantes a umha base militar de Corinto (a uns 80 kilómetros ao sureste de Atenas), antirracistas e antifascistas desta cidade convocarom imediatamente a umha mani de resistência, lançando o seguinte comunicado:

“A iniciativa antirracista de Corinto denúncia a transformaçom dumha base militar, literalmente no méio da noite, a um campo de concentraçom ao mais puro estilo nazi, onde encarcerarom já a 400 migrantes.

Denunciamos o pogromo racista chamado “Xenios Zeus” que também levou-se a cabo hoje na nossa cidade. No processo desta operaçom policial, forom detidxs vizinhxs nossxs e enviadxs a Atenas, com o único critério da cor da sua pel para as operaçons em massa —mais de 100 arrestos realizados até o de agora.

A nossa resposta é clara: Nom aos campos de concentraçom nunca nem em nengures. Negamo-nos a reviver o horror do fascismo. As autoridades querem que nos comamos e culpemos xs umhxs axs outrxs. Dizemos nom ao canibalismo social. Devemos enfrontar-nos ao empobrecemento, nom contra xs empobrecidxs!

Todxs à marcha de protesto contra os pogromos fascistas e os campos de concentraçomn, hoje, joves 23 de agosto às 18:30 (GMT+2) na praza Perivolakia, Corinto.

Nem em Corinto, nem em nengures
Paremos os campos de concentraçom e os pogromos racistas
.”
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Há que enfatizar que antes, durante a manhã, e segundo um vídeo dos medios corporativos, membros oficiais do partido neonazi Amanhecer Dourado, aparecerom por fora da base militar e tentarom bloquear a entrada aos veículos da operaçom Xenios Zeus, supostamente “protestando” em contra da decisom do Estado de transformar os espaços do campamento do ejército num campo de concentraçom de migrantes… Durante as vindouras horas, é moi probável que a tensom na cidade de Corinto aumente.
..........................................................................

Notícia traduzida e colada por Edu, tomadas de ContraInfoacá e acolá
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23 ago. 2012

[México] Comunicado de Mario López (Tripa): "Com tudos os meios possíveis"

Recolhemos de "Cruz Negra Anarquista de México" este texto escrito pelo companheiro Mario López no contexto da Jornada Anticarcerária em México do 17 e 18 de agosto, onde fai umha moi interesante reflexom sobre a luita contra os cárceres de dentro e de fora:

Com tudos os meios possíveis

O silêncio e a toma de distância amplamente sugeridas pelo poder, nom fam mais que aumentar o espessor dos muros da prisiom onde som encirradxs. Bem distinto é o caminho da complicidade, caminho que se abre de aquelxs que querem saltar no ar istos muros.
“A resoluçom dum problema” Italia, 1994

Agora mesmo quando me atopo tras istos muros e ainda permanezo na enfermeria do reclusório sur da Cidade de México, esperando pela minha parcial recuperçom, miro a través da ventã enreixada e a minha vissom choca com as duas grandes muralhas aramadas e protegidas pela torre de vigiância, as quais só marcam umha estreita divisom entre umha prisom e outra, entre o cárcere e o seu terror, e a cidade e o seu encerro. Dois mundos paralelos, uniformados dumha só cor, dois sociedades com um único fim: o control. Estando acá, dou creto a Xosé Tarrío e Marcelo Villaroel, afirmo que tanto a análise como a crítica contra as prisions devem de partir do eixe político e das ideias, pero também –e moi importante- desde a vivência persoal, desde a perspectiva de quem vivem e caminham nela.

As prisions também som centros de auto-extermínio, em ocasions um todos contra todos, um lugar onde luita-se por sobreviver, onde mais que adquirir respeito, inculca-se o medo, pero tenho e devemos ter claro, que este auto-extermínio é propiciado directamente pelo Estado-capital, quem por meio do terror, o medo, a corrupçom, o ateigamento, a sobrepovoaçom, as drogas, as negligências médicas, etc., ponhem ao indivíduo numha situaçom de estrés, confusions, depresions eufóricas e anojos, em fim, tudo um ambente de pressom que fam deste lugar um verdadeiro e permanente campo de guerra. Obviamente falo da prisiom que me está tocando viver. Ainda pese a tudo isto, percato-me da existência mínima de solidariedade e companherismo entre os presos, incluso, moi a pesar da regra base: “Na Cana tu caminhas sozinho e tês que ver por ti e só para ti mesmo”.

O cárcere é um claro reflexo do mundo exterior, dumha sociedade que se pudre e se descompom afundida nas mesmas contradiçons do sistema.

O “módulo” é o espaço carcerário dentro do cárcere, é dizer, o cárcere dentro do mesmo cárcere. Tuda umha estructura de control social, pero que, a diferência dalgumhas prisions ou módulos de máxima seguridade, acá o castigo quiçás é sobreviver nas mais péssimas e viles condiçons de vida. O módulo é o pior castigo tanto para os presos problemáticos como para quem chegam a protestar por algo. As golpiças dos custódios, o terror psicológico som, junto com o módulo, os principais métodos de control. Umha mostra do poder que tenhem esses cobardes com placa e porra.

O cárcere na que me atopo, é nuns aspectos, diferente a muitos dos que padecerom muitxs outrxs compas: os módulos de ailhamento permanente, os penais de máxima seguridade, os FIES, forom criados dum modo estratégico e fríamente calculados para que física e psicológicamente despojem ao individuo das suas capacidades de questonar, criar, criticar, pensar e finalmente, fazer dél um pantasma sobrevivinte e dependente do sistema, sem autonomia, sem capacidade de decisom livre e consciente. As paredes brancas, sem luz solar, sem actividades recreativas, sem deporte, com vigiância as 24 horas, buscam matar de talho o espíritu guerreiro dos “rebeldes sociais”, quem nom aceptam e rebelam-se sem tanto análise académico, sem tanto politiqueio. Assimesmo estám feitos para aniquilar a convicçom e luita dxs nossxs afins e presxs políticxs. Este cárcere é um claro reflexo da sociedade mercantil, os seus erros, os seus vícios sociais, a sua hipocrasía e o espectáculo, a clara diferencia é que acá tudo se vive mais intenso: os picados, queimados, golpeados, estám à ordem do dia, tudo a causa da reducçom do espácio vital ao mínimo.

Pese a tudo, acá nom tudo é mera submissom. À contra, também encontro-me com compas que mantenhem umha mentalidade aberta e crítica, com umha clara e vissível tensom a romper com a aparente “ordem existente” e enfocar-se numha luitha, mínimamente por “melhorar as suas condiçons de vida”, sendo compas nom tam politizados e com a intençom de radicalizar o seu pensamento, a sua luita é apreciada, nom descartada, pois quem vivem nestas condiçons conhecem moi bem o porqué das suas reivindicaçons.Nom tanto, nom perdamos a nossa linha, eu mantenho umha outra leitura ao respeito sobre a luita contra as prisions, já que mais que abolicionista, as minhas perspectivas e os meus actos focalizam-se na destruiçom total das prisions como estrutura física e mental de control social.

Acá por nengures existe a mentada e presumida “rehabilitaçom” ou “reinserçom social”, tudo convirte-se numha farsa, num circo, num jogo de poder, para o qual contribuem psicólogos, criminólogos e sociólogos. Isto é algo que tuda a povoaçom reclusa sabe:“O cárcere é a melhor escola do crime”. Nesse ponto, como anarquista, essa proposta de rehabilitaçom nom significa nada positivo, pois simplesmente seria -ou é-, um intento de reinsertar a tudos os dissidentes na comunidade do capital e que dum jeito ou outro, contribuam ao perfeito funçonamento da mega máquina. Esta é a única rehabilitaçom positiva para o Estado-capital.

Antes de concluir com esta breve exposiçom, gostaria de fazer umha aclaraçom que considero necessária. Nestas linhas enfoquei-me únicamente ao sistema penitenciário, pero quando falo de cárcere, também refiro-me a qualquer tipo de encerro mental e físico: desde o encerro e tortura contra os animais nom humanos, como os circos, zoológicos ou laboratórios viviseitores; as condiçons de ateigamento que, em pro do benestar e o progresso, o humano impom sobre a natureza; o castigo que se impom nas escolas; a tortura dos psiquiátricos ou o “esposo” que encerra e priva da liberdade aos seus filhxs e companheira; até o sequestro humano por motivos políticos ou comuns, etc. Tudas som por igual situaçons de cárcere, relaçons sociais que tenhem que ser destruidas.

Esta breve experiência e o que me falta por viver, deixa-me mais que claro que necessitamos afiar melhor as nossas navalhas e focaliza-las numha luita muito mais objectiva e direita contra o sistema penitenciário. Devemos abrir as nossas propostas a outros campos, a outras luitas e incrementar as actividades anticarcerárias -como esta na que nos encontramos-. Porque temos a absoluta necessidade de propagar a ideia que se enfoque na destruiçom desta e de qualquer sociedade cárcere.

Nem reformas nem aboliçom. Afiemos as nossas navalhas, a nossa crítica e a nossa análise, abandonando as posiçons mornas e de espera, eliminar já das nossas contendas o falso discurso da culpabilidade e inocência, discurso do sistema jurídico do Estado que só contribue a incrementar o ateigamento e criminalizaçom de companheirxs presxs por ser consequentes com as suas ideias de ataque ao poder. Umha luita anti-carcerária que mantenha umha incidência no social, umha verdadeira irrupçom real e nom fictícia, umha luita anti-carcerária com projectualidade sobre a base, e nom umha simple actividade que só se limite a reafirmar a nossa teoria. Umha luita dentro dumha luita contra tudo e pela liberdade total,

Companheirxs, por último quero aproveitar este espaço para enviar a minha solidariedade revolucionária -ainda que seja de palavra- para com as companheirxs anarquistas prisioneirxs em Itália, Grécia, Espanha, Bolívia e Indonésia, com xs companheirxs em fuga de Chile, Diego Ríos e Mono. Um forte abraço a Gabriel Pombo da Silva e Marcos Camenish. Solidariedade com tudxs xs ácratas prisioneirxs no mundo cuios nomes nom recordo neste momento, pero están presentes na luitha. Solidariedade com a minha irmá e afim Felicity Ryder, quem desde a sua fuga mantem-se cara a cara com o inimigo, a sua atitude frote à vida.

Companheirxs: a mim falta-me um caminho por recorrer e a todxs juntxs umha luita que continuar.

Pela liberdade, pela anarquia
Abaixo os muros das prisions!
Com ogni mezo necessário.. Sem siglas nem dirigentes
Guerra social em todas as frontes!

PD: A luita contra os cárceres, é parte da luita contra um tudo, é só um campo da guerra contra o poder sem deixar de lado tudo o demais. A liberdade total.

Muitas graças pelo espaço e a solidariedade.
Mario Antonio López, anarquista prisioneiro do GDF, Reclusorio Sur, Cidade de México, 9 de agosto de 2012.

Já em Abordaxe temos abordado o tema de Mario, da sua detençom tras a explosiom dum artefacto na que resultou ferido, nesta notícia e ampliamos nestoutra notícia

Para mais informaçom sobre Mario Antonio López, Tripa, podedes consultar o blogue Solidaridad Mario López "Tripa"

Notícia traduzida e colada por Edu
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[Suiça]: “Operaçom Fukushima” .- Carta de Marco Camenisch declarándo-se em greve de fame

Días atrás publicavamos em Abordaxe a carta de Marco onde comentava a sua intençom de levar a sua luita contra os cárceres suiças ponhendo-se em greve de fame e os seu chamado internacional a sumar-se a ela para denunciar também as últimas operaçons repressivas contra anarquistas (especialmente em Itália), agora vimos de saber por ContraInfo da existência dumha nova carta na que Marco declara-se em greve que traduzimos e colamos:

Do 28 de agosto ao 10 de setembro de 2012, declaro-me em greve de fame que, ainda que simbólica, é umha contribuiçom ao caminho de solidariedade e luita que recorremos dentro e fora, em distinta ordem, ao uníssono, com vozes e formas unidas e diversas, em zonas e com gente diferente. Pero sempre contra um inimigo e com um objectivo comum. O inimigo comum é a guerra de conquista, a exploraçom, a escravitude e a repressom, a destruiçom geralizada e total. O inimigo comum se lhe chama hoje sistema tecnocientífico global, patriarcal, terrorista e totalitário das multinacionais e os Estados imperialistas que está na cume do seu poder e difusom, pero também na sua crise mais mortífera e irreversível. O objectivo comum é o derrocamento deste sistema e de toda exploraçom e escravitude, por um mundo livre, são e justo, por todas as suas expressons e elementos naturais, como base imprescindível para a vida e a sua continuidade e, por tanto, a nossa.

É umha contribuiçom de luita e solidariedade possível incluso desde dentro e, incluso, com esta enéssima onda de calor como enéssima sinal de que o planeta está moribundo que fai difícil até pensar e escrever e, mais ainda, se se está bem seladx em ataúdes cerrados de ladrilhos e cimento sempre à mercede dos nossos verdugos e torturadores.

Quero chamar à iniciativa “Operaçom Fukushima”. Um nome de actualidade. Outro nome para civilizaçom e progresso. Um nome para o enorme sofrimento e destruiçom subministrados à vida a maos duns poucos patrons e muitos lacaios da civilizaçom e o progresso polo poder e a riqueza de poucos. Também poderia-se chamar Chernobyl, Mühleberg, Beznau, Lucens, Hiroshima, uránio empobrecido, IBM, Trino Vercellese, Superphönix, Ansaldo, Bio- e Nanotecnologia, Amianto, Câncer, Deep Water Horizon, Xstrata, Monsanto, TAV, Energia Alternativa, KKKapitalismo Verde, Belo Horizonte.

Um nome também para recordar, com as palavras do núcleo Olga FAI-FRI (graças, graças de coraçom, irmanxs do Núcleo Olga, graças de coraçom a todx xs irmanxs, grupos e povos em acçom insurreccional e revolucionária!), que… é só umha questom de tempo e um Fukushima europeu colheitará mortxs no nosso continente!

“Operaçom Fukushima”, um nome para contra-ponher-se aos terríveis termos reais, além da irreversível crise social, económica e ambiental, ao ridículo da persecuçom contra-insurreccional e as bobas denominaçons das “brilhantes operaçons anti-terrorismo” como “Ousadia”, “Tramonto”, “Comelumes”, “Blackout”, “ORAI”, “Cervantes”… dos Dom Quijotes dos vigiantes urbanos em versom italiana do imperialismo global, que ao nom conseguir deter os signos da tempestade cabream-se com as vozes solidárias e xs presxs do insurgente caminho da solidariedade e a luita.

Um nome tambem para repetir com força: o terrorismo, o mal, o crime absoluto e “a altíssima perigosidade social”, a brutalidade e a vileza, a mentira e a agressom assassina som do sistema dominante e de quem o defendem; a legitimidade e a força da razom, a urgência vital e a humanidade, a aceptaçom, mais urgente que nunca na história, dumha responsabilidade individual e colectiva genuína e autêntica sobre a sociedade humana, o mundo e o seu futuro, som nossas, dxs verdadeirxs insurrectxs e revolucionarxs que combatemos este sistema de verdade.

Um nome pois, umha pequena contribuiçom, para confirmar também o idiota que é esta mísera banda assassina e criminal de patrons e os seus servos (políticos, científicos, maderos, magistrados, plumilhas, cultura e religiom e analistas inimigos de toda clase e disfarce também nas nossas fias do movimento “oficial”…) si se pensa que com as suas mais devastadoras e baixas persecuiçons e represálias em maior continuidade nazifascista podem deter as nossas luitas e vozes desde dentro e desde fora neste caminho de solidariedade e luita.

¡COM TODA A ENERGIA NECESSÁRIA,
COM TODOS OS MÉDIOS NECESSÁRIOS!

Solidariedade e amor,
Marco Camenisch, Lager Lenzburg, Suiça, 19 de agosto de 2012

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22 ago. 2012

Um gigantesco campo de extermínio.

Fazemo-nos eco em Abordaxe do apontado no seu blogue por JM Álvarez comentando a notícia difundida, este domingo passado, pelo pseudo-jornal El Mundo ao respeito do caso Bolinaga:

Este é um ejemplo de cómo utilizar as contradiçons internas do inimigo em benefício próprio: "Cada 3 dias morre no cárcere um reo enfermo como Bolinaga" titulava o jornal oficialista (como todos) El Mundo, indignado pela concessom do terceiro grado ao preso de ETA enfermo de câncer.

A continuaçom El Mundo facilita mais detalhes desta maneira: "Mais de 130 presos com enfermidades graves falecem ao ano, como média, nos cárceres espanhois ou nos seus hospitais de referência. É dizer, um cada tres dias".

É óbvio que a notícia pretende desqualificar a quem decidirom conceder o terceiro grado a Iosu Uribetxebarria Bolinaga. Insinua que se morrem tantos presos dentro do cárcere nom havia porque tomar nengumha medida de favor com Iosu; nom tanto deixa em evidência, por criminal, a todo o sistema penitenciário do régime juancarlista, um auténtico e gigantesco campo de extermínio. O inimigo da-nos a razom”.


Caberia engadir a tal génial comentário, a facilidade destes falsimédios a fazer-se com informaçom procedente de fontes de Instituiçons Penitenciárias para seguir a fazer a guerra, dado que a cifra que aponta este vozeiro do governo de 799 internos mortos entre 2005 e 2010 nom é doada de acadar, e como monstra de-lo é a ingente laboura do Centro de Documentaçom Contra a Tortura que ve como ano tras ano negam-se-lhe estes dados e tem que realizar umha àrdua tárefa para poder recopila-los sem chegar nunca a quantificar todos quantos som, e que agora, com estes dados sacados à luz com o ànimo de desqualificar a atitude do juiz Pedraz de otorgar-lhe ao terceiro grado a Bolinaga, ficam bem por baixo do que na realidade som.

Notícia redactada por Edu
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20 ago. 2012

Dous anos de condena para as tres membros de Pussy Riot procesadas pola performance na catedral de Moscú


Malia que non faga ningunha falla, pois xa se encargaron os medios comerciais de difundilo a bombo e prato, imos dar conta da sentenza contra o grupo ruso de punk (e de "guerrilla da comunicación") Pussy Riot. Máis que nada por rematar de cubrir unha noticia da que vimos informando dende hai tempo (ver AQUÍ, AQUÍ e AQUÍ), pois non cremos que poidamos aportar xa moito máis a unha noticia da que os "mass media" se serviron cual voitres dun cadáver en descomposición (aínda que, supoñemos, esa era a intención de todo este asunto).

Bueno ao grano, o caso é que as tres activistas de Pussy Riot procesadas pola "performance" dentro da Catedral de Cristo Salvador de Moscú, onde cantaron un tema contra Putin e contra a connivencia da igrexa ortodoxa co seu goberno, foron condenadas a dous anos de prisión por "vandalismo motivado por odio relixioso". As tres membros da banda, formada por máis de dez persoas, levaban na cadea dende marzo e xa denunciaran malos tratos durante a detención.

Pussy Riot, como supoño que a estas alturas xa saberá todo cristo, son un grupo de provocación política, feminista e antiautoritario, que utiliza a apariencia de banda de punk femenina para realizar as súas intervencións públicas, que son grabadas e colgadas en internet. Durante as seis performances realizadas ata a data de hoxe, que se corresponden con outras tantas provocadoras cancións, cantan os seus temas en emblemáticos lugares públicos ocultando os seus rostros baixo pasamontañas de cores.

As tres activistas detidas estiveran relacionadas no pasado co grupo de arte Voina (do que xa falamos neste blog -AQUÍ), dedicado tamén a intervencións "artisticas" de provocación política como pintar un cipote xigante nunha ponte levadiza fronte ao edificio da antiga KGB, dar a volta a sete coches da policía ou tapiar un restaurante co máis selecto da aristocracia de Moscú no seu interior. Concretamente participaron nunha acción dentro dun xulgado na que un improvisado grupo de punk cantou cancións contra a policía reventando un proceso contra os promotores dunha exposición artística que, curiosamente, tamén os xulgaban por provocacións á igrexa. Probablemente aquela acción fose o xerme que deu vida ao proxecto Pussy Riot.

Non obstante, o grupo Voina (guerra en ruso) rompeu con polo menos unha das tres activistas agora sentenciadas xa dende o ano 2009. Malia que Nadia participou no grupo dende a súa creación, e estivo nalgunhas das súas accións máis significativas, como a orxía no Museo Biolóxico de Moscú ou en varias das múltiples intervencións en supermercados, as relacións cos seus antigos colegas atópanse moi deterioradas.

O rebumbio mediático acadado coa sentenza destas tres mozas activistas, pois ningunha supera os trinta anos, conseguiu granxearse o apoio de Amnistía Internacional, Human Rights Watch e de numerosos personaxes da política e o "artisteo" internacional como Madonna, Bjork ou Paul McCartney. Ao xadrecista Gari Kasparov, sempiterno opositor do status quo ruso, pídenlle agora cinco anos de cárcere por supostamente morder a un policía mentres o detiñan nun acto de apoio a Pussy Riot.

O grupo adicou un dos seus seis temas a Piotr Kropotkin, o que amosa a súa simpatia coas ideas libertarias.

Redactado por C.R. con información da prensa comercial, das páxinas de apoio do grupo -AQUÍ e -AQUÍ, e de múltiples sitios de internet, do que destacamos este artigo en inglés de "Anarchistnews" (-AQUÍ) no que falan das súas cancións.


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Avisso a comentaristas navegantes

Em primeiro lugar agradecer a quantas pessoas comentam e enviam notícias e convocatórias, pois ajudam muto a fazer de Abordaxe um "site" de referência do anarquismo galaico e de mais alá. Mas, dum tempo a esta parte, ao meu simples parecer, há quem "distorsiona(m) um tanto" os fios das notícias, pois gosta(m) de fazer-nos chegar informaçom publicando as ligaçons em comentários de qualquer notícia, motivando certo desconcerto quando vas ver o que aparece nessa ligaçom e descobres que nom tem nada a ver com o que conta a notícia (se bem soem ser informaçons interesantes de contar com a sua própria entrada neste blog). Um só ejemplo, na seguinte notícia do lobo ibérico aparece um comentário com a notícia de que "Inglaterra permite às suas empresas substituir aos seus empregados por presos a 4 euros", e digo eu, que culpa tem o lobo do que fai o governo británico ?? Mas além do erro de confundir no cabeçalho Inglaterra com Gram Bretanha (Em "confidência": Gales nom é Inglaterra), a notícia é interesante, ainda que, por desgraça, nom novidosa em muitos outros lares e estados, como neste que nos toca sofrer e como bem aponta o 1º comentarista da notícia em "El Confidencial".

Assim pois seria muito melhor e muito de agradecer que essas notícias nos fossem comunicadas a través do nosso correio abordaxe@gmail.com e, no caso de considera-las interesantes, daremos cumprida conta da sua publicaçom.

E, outra vez, muito obrigadas pelas vossas colabouraçons.

Post editado por Edu Leer más...

19 ago. 2012

O lobo ibérico no punto de mira

Xa faláramos hai uns meses neste mesmo blog da rubrica institucional que a Xunta de Galicia otorgou a persecución do lobo na serra do Barbanza, baixo a patética escusa da eliminación dos exemplares "contaminados" polo cruce cos cans. Tendo en conta que a política empregada para tan euxenésico fin pasa por disparar primeiro e despois analizar xenéticamente a pureza do exemplar, queda de manifesto que a intención das batidas é a de contentar aos gandeiros, eliminando depredadores do gando independentemente da sua pureza racial, e non ten nada que ver coa conservación xenética do lobo ibérico.

Pois ben, expoleados polos bos resultados nas recentes políticas de eliminación do que os necios gustan chamar "alimañas", e pola escasa contestación social a tan reprobable ecocidio (pese a sincera aínda que insuficiente oposición de animalistas e ecoloxistas), o goberno decidiu agora autorizar batidas de lobos nos Picos de Europa. E desta vez xa nin se excusan con patrañas sobre a pureza xenética, permiten as batidas deste animal protexido ¡dentro incluso dun Parque Nacional! a máxima catalogación en canto a protección de espazos e biodiversidade.

Por si fora pouco, a suposta necesidade do control da especie polo aumento dos ataques ao gando nin sequera basease na realidade, ou, polo menos, non se fixeron públicos os datos que avalen semexante despropósito. Semella que o ministerio de Medio Ambiente ten moito máis interese nos beneficios dos gandeiros que na conservación de especies e espazos naturais. Pois segundo os datos oficiais só rexistráronse na zona 59 ataques durante o pasado ano habendo preto de 300.000 cabezas de gando. Con esta clase de políticas, para que fai falla un ministerio de Medio Ambiente se xa temos un de economía?

Voltando á Serra do Barbanza, se no mes de marzo anunciábamos as intencións da Xunta de comenzar a "razzia" contra o "lubican" (denominación popular do lobo híbrido) -podedes ver aquela entrada AQUÍ-; agora é xa un feito a boa marcha de tan noxenta masacre, aínda que a Xunta escatime a información ao respecto.

Na prensa, nembargantes, si que trascenderon os tráxicos resultados dalgunha das batidas autorizadas durante este ano, coma o caso dun animal ibérico puro que chegou sen cabeza ao centro onde realizan os estudos de ADN. E iso que o ministerio ía a controlar as batidas e os agardos! Pero é que no mercado negro unha cabeza de lobo ibérico pode alcanzar os 2000 euros, e cando se lles conceden as batidas dun animal protexido aos cazadores e gandeiros no canto de ao propio persoal da administración, pois pasa o que pasa. E non queremos dicir con iso que a nós nos parezan ben as batidas nin aínda que as realizase o propio Feijoo en persoa; pero deixando o control da poboación de lobos nas mans do seu peor inimigo, a cousa, como se pode ver, adquire tintes surrealistas.

Por outra banda, as batidas legais debéronlles de parecer pouca cosa aos gandeiros da zona, pois se atoparon trampas ilegais (que causaron a morte de dous exemplares puros así como doutros tantos lubicanes) e se fala de moitos máis exemplares mortos dos que recoñece a administración.

Tamén hai sospeitas de que os xeolocalizadores que a Xunta autorizou colocarlle aos lobos capturados, coa excusa da análise etolóxica da especie, servan en realidade para permitirlles aos cazadores rastrear ás suas presas. Como parece apuntar o feito de que outros exemplares con rastreadores fosen mortos no pasado, de xeito ilegal, en compañía de máis conxéneres (cousa difícil, matar varios lobos dunha vez, se non é mediante o seu seguimento por GPS).

Finalmente quereríamos apuntar un dato curioso, recoñecido tanto polos gandeiros como polos ecoloxistas (aínda que diverxentemente interpretado), que é o feito de que os exemplares híbridos atopados ata a data de hoxe semellan compartir idénticas marcas nas orellas. Sinais feitas, ao parecer, por un instrumento cortante manipulado polo home, o que podería indicar a súa cría en cautividade.

Aquí deixamos un documental elaborado por AXENA (Asociación Xuvenil para o Estudo da Natureza) sobre o tema dos asasinatos de lobos no Barbanza. Por certo que a web desta organización é un dos sitios de onde máis información sacamos para realizar este artigo (web de AXENA -aquí). Recomendamos o visionado deste interesante documento pese a que, como anarquistas, non compartamos os agradecementos:



Elaborado por C.R. a través da información recollida de numerosas entradas da devandita páxina de AXENA, de medios comerciais e nestes outros enlaces: aquí, aquí e aquí, entre outros.

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18 ago. 2012

"A Universidade da xeración perdida"

Reproducimos a continuación un texto sobre o actual panorama universitario que nos achegaron os compañeiros da Asamblea de Estudantes da UDC:

Nos arredores da Escola Técnica Superior de Arquitectura da Coruña aínda pódese ler nunha parede do seu aparcadoiro a seguinte reflexión: “O formigón armado educa na indiferenza” -en referencia ao edificio de formigón proxectado na década de 1970 polos arquitectos Ucha, Castañón e Laguna, coñecido vulgarmente como “a seta”-. A devandita frase, que critica unha serie de discursos normalizados na sociedade, tales como a competitividade entre as estudantes, unha suposta neutralización do saber, unha ausencia dentro e fóra das aulas dun coñecemento crítico, mesmo dunha crítica á institución educativa, foi escrita por activistas de Proxecto Zero hai agora cinco anos e agroma hoxe, entre os múltiples movementos estudantís que se están a dar no seo da Universidade da Coruña (UDC), como unha idea que é capaz de ir alén das tradicionais reivindicacións das ensinanzas universitarias públicas como trampolín de promoción social ao alcance de toda a cidadanía. A elo contribúen a caída de mitos nos que se apoiaban eses descursos: así, no Estado español, a media de tituladxs universitarixs en paro duplica a media europea, asemade, esxs tituladxs soen ocupar postos de traballo que esixen unha cualificación moito máis baixa da que teñen adquirido coa súa carreira, cando non, forman parte dunha inxente masa de emigrantes de alta cualificación en países como Alemaña ou outros do entorno centroeuropeo. En definitiva, afiánzase unha tendencia que xa se cristalizara na Lei Orgánica de Universidades do 2001, antes da creba de Lehman Brothers no 2008, que marca o comezo da crise económica actual: A Universidade como fábrica de precarixs.

Cómpre, para entendermos mellor a teima dos últimos tres gobernos do Reino de curtar en educación superior, partir do sustrato ideolóxico que serviu dende o tardofranquismo ata as primeiras décadas postconstitucionais para sustentar a Universidade pública. Así, na lei de Reforma Universitaria de 1983 apélase, na súa Exposición de motivos, a incorporación da sociedade Española ao mundo da ciencia moderna “da que diversas eivas históricas a separaron dende os seus comezos”, alén de máis, pretendíase lubricar un proceso de “democratización dos estudos universitarios” o cal repercutiría na sociedade en chave de tolerancia, responsabilidade e liberdade, á vez que se garantía a satisfacción da crecente demanda de educación superior pola cidadanía española. Varias son as razóns que fan que o poder formal se aparte gradualmente destas reivindicacións para apostar por outro modelo de Universidade, sen a máis mínima intención de sermos exhaustivxs, lembramos as seguintes: por unha banda, a educación universitaria é capaz de constituír unha suculenta fonte de lucro -lembremos a reflexión de Z. BAUMAN: a persoa como promotor do producto e producto promovido á vez, onde a formación profesional xoga un papel fundamental- de feito, nos Estados unidos, as cinco maiores Universidades amasaban unha fortuna equivalente á decima parte do PIB español en datos do 2006; por outra banda, a Universidade contemporánea investiga en orde aos intereses da grande empresa, que é na meirande parte dos casos quen financia a investigación, así, os grandes proxectos de investigación entenderánse como unha inversión económica e por tanto centraránse en eidos que podan resultar moi rentábeis, o cal deixa en moitos casos os verdadeiros intereses da sociedade de lado -sirva de exemplo a cita do Doutor e activista brasileiro Dráuzio Varela: “No mundo atual estáse investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem”-.

En orde ao anterior, a nomeada LOU de 2001, dun marcado perfil neoliberal, introduciu unha reforma baseada en dous pilares principais: a flexibilidade/precariedade e a mercantilización/privatización, tanto dentro da mesma institución universitaria, como fóra da mesma, na súa relación coa sociedade (X. FERREIRO); de xeito tal, que como explica M. GALCERÁN: “La educación superior se convierte en un producto que es necesario promocionar y vender. En consecuencia, las universidades deben dejar de gobernarse y organizarse por parámetros propios de la cultura académica, para serlo por los de la cultura empresarial de mercado”. Entón, é lexítimo pensar que o que se pretende é que a Universidade pública se vexa relegada a un plano de colaboración, cando non ao servizo, das grandes corporacións -no caso da UDC, a través principalmente do seu Consello Social, ao que pertencen en calidade de membrxs altos cargos da Cámara de Comercio da Coruña, de Begano, de Deloitte, de Proamar ou de Eurotalent, ademais de media ducia de políticos profesionais relacionados co mundo empresarial- que terían capacidade para incidir, dende na confección dos plans de estudos, á supervivencia de certas titulacións -lembremos a intención do ministro Wert, de eliminar as carreiras que “no cumplan el estándar de eficiencia”- e, como xa referimos antes, á investigación universitaria.

A máis abondamento, podemos afirmar que non se sostén, en absoluto a argumentación da austeridade económico, pois ben podería o goberno tomar toda outra serie de medidas que reducirían o déficit público que tan amargados ten aos ministros de Rajoy, coma por exemplo, eliminar os beneficios fiscais á Igrexa Católica, subir o imposto de patrimonio, gravar ás grandes fortunas, aumentar os impostos por herdanza... estas medidas evitarían que o conxunto da poboación padecese a redución de un maltreito Estado de Benestar e aliviarían a condena á precariedade que pende sobre toda unha xeración de xóvenes que xs sociólogxs xa non teñen pudor en calificar coma “xeración perdida”. Pero é que ademais toda esta verborrea posta en marcha tanto en círculos mediáticos coma institucionais e que pretenden “punir” á poboación universitaria é unha clara mostra do conflito aberto entre dous modelos de educación, entre dúas formas de entender o coñecemento, os seus centros e a sociedade da que fan parte. Quen comprenda o saber coma un proceso libre de inxerencias interesadas e polo tanto lonxe de toda lóxica mercantil, coma un proceso cuxa intención debera ser potenciar e garantir a liberdade dos individuos dificilmente pode comulgar coa visión mercantilista dunha universidade cada vez máis orientada ao mercado laboral e aos beneficios das grandes corporacións. En definitiva, partimos dunha confrontación entre dúas perpectivas antagónicas; a vella contradición marcussiana dunha sociedade ao servizo do sistema ou un sistema ao servizo da sociedade. Que no ámbito académico se traduce así: a Universidade; un espazo de mera reprodución do social, ou un espazo de innovación, crítica e cuestionamento por medio do coñecemento?

En resumo, a Universidade, parafraseando o título do libro colectivo editado por Traficantes de Sueños, áchase en conflito: nela está a xermolar un novo modelo neoliberal da Universidade, no que se encadran os últimos cortes -cristalizados no Real Decreto Lei 14/2012, que, entre outras medidas, afonda na precarización dos postos de traballo da educación pública, aumenta o gasto dxs estudantes por matrícula e consolida un grande corte no financiamento público da Universidade-, que pretenden deslastrar o seu vencellamento co público para facela depender da economía privada. Quen se opoñen a esta lacra propugnan unha Universidade ao servizo da sociedade e non do capital, unha Universidade plural, crítica e de cualidade. Non é atrevido afirmar que neste momento de crise, non só económica, senón tamén política, a batalla na Universidade é unha peza chave dos movementos que pretenden o cambio social.



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Máis sobre a represión ao anarquismo en Italia

Se xa informáramos neste blog sobre a operación "Ardire" (ousadía), coa que a policía antiterrorista e a fiscalía pretenderon golpear ao cada día máis combativo anarquismo italiano (máis info neste blog -AQUÍ e -AQUÍ); unha nova operación, bautizada coma "Mangiafuoco", ataca ao movemento pola liberación animal e da terra do mesmo país mediterráneo, nun intento de relacionalo co insurreccionalismo.

No tocante a mencionada operación "Ardire", facémonos eco da carta que o compa anarquista galego Gabriel Pombo da Silva, encarcelado en Alemania e absurdamente imputado no caso, publicou recentemente sobre esta curiosa montaxe, e que reproducimos máis abaixo. Tamén informamos da folga de fame que o compañeiro Marco Camenisch, preso en Suiza e igualmente imputado do xeito máis delirante no mesmo caso (por sucesos acontecidos en Italia durante o seu actual período de reclusión), pensa acometer a partir do vindeiro día 20 deste mes e durante dúas semanas. Dese xeito pretende denunciar o golpe represivo italiano do que é involuntario partícipe e o empeoramento das condicións nas cadeas suizas (Máis info en "A las barricadas" -AQUÍ).

Voltando á operación "Mangiafuoco", sucedida en varias cidades italianas o pasado 8 de agosto (cun arresto incluso en Alemania), tivo como resultado 17 imputacións por "asociación delictiva con finalidade incendiaria e de destrozos provocados por incendio", agravado todo por finalidade subversiva, así como varios rexistros de vivendas, algún deles con destrozo de portas coas armas na man incluído. Todas as detencións terían relación con ataques contra unha sede de IBM, un restaurante de comida rápida da cadea Roadhouse Grill e contra os laboratorios de investigación da Facultade de Agraria de Ozzano.
Para saber máis sobre este suceso remitímosvos á web "VivalaAnarquía" de onde nós recollemos a maioría da información: -AQUÍ.

Aquí deixamos a carta de Gabriel Pombo da Silva, en castelán tal e coma a atopamos en "Contrainfo" (orixinal -AQUÍ):

“Anarquía volverá a ser sinónimo de juventud. Volverá a dar puntapiés al estado de cosas que nos sofoca y nos tritura; para resistir y RESISTIR SIEMPRE. Para defender todo lo nuestro: libertad, derecho a la vida, derecho a todo lo indispensable tanto material como espiritualmente.

Y si en la lucha llegamos a caer, por lo menos tendrémos la satisfacción de caer con nuestras armas en el puño.

Y con la juventud (esa que no se cuenta por los años, pero sí con el ardor siempre nuevo para todas las resistencias y para todos los ataques) marcharémos hacia la culminación de la OSADIA…”

Anarchía!, Mario Vando.

(…)

Compañerxs,

qué los mass-media son parte integral de la orgánica del poder ha quedado en esta ocasión más claro que nunca… Al menos yo me he preguntado cómo es posible que en el instante mismo (13 de Junio) que cientos de “uniformadxs” están asaltando los domicilios (y otros espacios de movimiento) de docenas de compañerxs y/o sus familiares ya se encuentre en la web del proxeneta Silvio Berlusconi, la “ordenanza de arresto” presta para ser descargada en “pdf”… ??… Sobre todo teniendo en cuenta que muchxs de “lxs imputadxs” ni siquiera habiamos tenido ocasión de saber sobre qué trataba este asalto…

Ya mucho antes de esta “primicia” (acusatoria) y de manera intermitente a lo largo de los últimos años, otrxs “plumillas” del régimen (así como “elementos” del “movimiento” italiano, suizo y alemán) me (y “nos”) señalaban con el dedo (cuales chivatillos de guarderia infantil) y “acusaban” desde sus paginas (y “circulares de prensa”) y “portales digitales” ora como “teórico”, ora como “militante” y/o “activista” de la Federazione Anarchica Informale, etc, etc, etc… sin olvidar los insultos y descalificaciones de parte del “movimiento”: “infiltradxs policiales”, “provocadores”, “agentes de la reacción”; etc, etc, etc…

Obviamente, y para dotar con “algo de sustancia” una semejante “acusación”, precisaban inventarse y “encontrar” algunxs “cómplices” en suelo italiano… Y, he aqui que la búsqueda comienza, como no podía ser de otro modo, en los círculos de lxs sospechosxs habituales de siempre: anarquicxs confesxs, impenitentes individualistas, irredentxs iconoclastas; solidarixs y nihilistas: con toda seguridad, ningún/a pacifista Tolstoiano/a en estos días donde el “pacifismo” (de pacotilla) se ha impuesto como imperativo ideológico en todos los “ismos”…

Ciertamente lxs esbirrxs del poder se han encargado, centrado y concentrado en golpear a varixs de mis hermanxs en suelo italiano…

Compañerxs como Elisa y Stefano qué desde hace muchos años se encargan de cuidarme y llenar “mi” celda de calor y afecto; de hacerme copartícipe de las luchas que se venían dando a lo largo y ancho del mundo; de enviarme reflexiones y debates sobre las más variadas cuestiones de interés para nosotrxs como anárquicxs; asi como textos, noticias, cartas, relativas a nuestrxs hermanxs encarceladxs, y sobre los diversos montajes y procesos represivos para aprender de ellos y afilar nuestras armas para la guerra social (o antiocial) en curso…

Y no hablemos ya de Peppe (Giuseppe Lo Turco) secuestrado por “difundir” y “traducir” contrainfornación de “movimiento”! Y que se puede “opinar”/”decir” de Sergio Maria Stefani y Alessandro Settepani “culpables” de participar en una huelga de hambre! En cuanto a Paola, Katia y Giulia: de qué por las barbas de Bakunin se les “acusa”???

En fin… yo no soy abogado y los aspectos técnicos y jurídicos del lenguaje del poder son cosas que desprecio abiertamente por eso no voy a entrar a “valorar” los “dimes y diretes” de esbirrxs y leguleyos…

“CULMINE”

Yo consideraba a Culmine, como una “casa”, una “voz” en el mundo digital, para hacer confluir inquietudes y esperanzas… Un espacio donde se podía “injuriar, blasfemar, escupir” a todxs que ostentan el monopolio de la “información” y “la violencia”… Y eso/esto en estos tiempos de “incertidumbres” y “crisis varias” es algo que está más perseguido y “castigado” que los satrapas y la corrupción.

(…)

Porque en nuestros días es muy “peligroso” decir y difundir el ideario anarquico; el famoso FAI DA TE… No esperes a nadie que luego te pueda poner un collar en el cuello para pasearte como un “perrito amaestrado” de una correa… Se poeta e expropriadore como Renzo Novatore.

El haber “gestionado” este blog es otro de “los delitos” que han cometido Elisa y Stefano: “Delito” agravado con el “aislamiento judicial”, la censura sistematica y la más vil de las venganzas que esas ratas en uniforme tienen para quienes hacen uso (abuso?) de los “sacramentales derechos” que, supuestamente tienen lxs “ciudadanxs” de un “Estado Democrático”;tales cómo el “derecho a informar”, etc, etc, etc…

Y sí… las cárceles de la democracia se suelen caracterizar por su amor a los “derechos humanos” que defienden sus carceleros a golpe de porra, aislamiento, censura, robo, violación, etc, etc… que hermosa es la democracia! Ojalá me den 30 AÑOS más para acabar de reinsertarme!

“No llores por no ver el sol, pues las lágrimas te impedirán ver las estrellas…”
Jacques Mesrine (Instinto Asesino).

(…)

Para mí está muy clara cual ha sido la función de esta ópera bufa denominada “Ardire”: montada y orquestada por “Manangers” del entretenimiento mediatico”; Togadxs (como la Comodi) con unas ansias locas por trepar los peldanos de sus asquerosas carreras ; Asi como criminales en uniforme (como todxs lxs criminales!) como Gianpaolo Ganzer con aspiración a “rehabilitarse” por su pasado de “camello”…

La función es de quitar de en medio a quienes molestan difundiendo contrainformación; impedir hablar sobre el nuevo anarquismo revolucionario y ser solidarix: Tanto en las luchas antagónicas radicales como con lxs presxs antiautoritarixs que proliferan a lo largo y ancho del mundo; sembrar “cizalla” entre las diversas realidades del movimiento combativo para pretender reducirnos a ser “espectadores” y “consumidores” de los supuestos “dimes y diretes” descontextualizados, manipulados, tergiversados; exagerados y abiertamente mentirosos, que aparecen en sus “fascículos” jurídicos; fruto de registraciones ambientales, llamadas telefonicas (que obviamente sabiamos interceptadas) de correspondencia y de textos insurgidos a lo largo de los últimos años y de múltiples debates/luchas y contextos a nivel internacional…

Qué grande tiene que ser la frustración de esxs imbéciles de la “inteligencia militar” y de la magistratura italiota!!! Mas de 10 AÑOS y no solo no han logrado “detener” a ningun/a compañero/a de la Federazione Anarchica Informale (en suelo italianos) sino qué y tampoco DETENER el avance de una proposición de lucha y de organizarse que es tan digna y legitima como lo puedan ser otras…

Inútil y absurdo entrar a valorar y/o argumentar sobre los delirios y babosadas vertidas en estas 227 páginas… En suma me limpio el culo con “l’ordinanza” como en el pasado lo he hecho con las sentencias de los magistrados post-Franquistas…

Epopeya de amor la nuestra.

Jugar en torno al fuego que intenta esfuerzos sobrehumanos para quemarnos;
Volar, como una mariposa en torno a la llama;
Crear el peligro;
Correr por los precipicios más difíciles para adiestrar los músculos;
Crear la fuerza;
Y corramos siempre con el mismo fervor, con el mismo rítmo;
Accionar.
Por encima de todas las criticas.
Por encima de la “moral”.
Por encima del mal.
Por encima del a vida.
Por la vida.
Y estamos sólo al principio.
Iremos asi, hacia la meta inalcanzable:
Creando,
Conquistando.
Amando.
Lo imposible.
Lo intangible.
La vida.
“En la muerte por la vida.”
En la muerte, por el amor…

Severino Di Giovanni.

(…)

En lo que a mi se refiere nunca he ocultado (todo lo contrario) mis “simpatías” y afecto por organizaciones informales (estables y con “acrónimos) como LA FEDERAZIONE ANARCHICA INFORMALE, las CCF, los CARI-G.Praxedis Guerrero (entre otras muchas), asi como con toda esa “galaxia” de Grupos Insurreccionalistas (algunos esporadicos en el espacio/tiempo) e Individualidades que han hecho de la ACCIÓN, LA TEORÍA y LA COMUNICACIÓN la base y la quinta esencia de su ser; y desde y con las cuales afrontar el sistema de dominación y sus múltiples apendices represivos…

No serán los casi 30 AÑOS que llevo secuestrado y/o sus amenazas de más “procesos”/”cárcel” y aislamiento lo que me hagan renunciar a mis IDEAS y SENTIMIENTOS…

Quiero aclarar/especificar que mis IDEAS no se basan “solo” en aquello que he leido y debatido a lo largo de todos estos años en solitario y/o acompañado; si no y fundamentalmente, sobre cuanto he VIVIDO y OBSERVADO en primera persona en sus campos de concentración y exterminio proletario. De esto es de donde yo extraigo toda mi fuerza, mi amor y mi odio… De qué carajo debo yo “arrepentirme”? De haber sido testigo de excepción de tanta maldad y perversión? De haber resistido (Y resistir) un sistema concebido para triturar hasta el ultimo hálito de vida? De soñar, y en la medida de mis limitadisimas posibilidades decir/gritar: venga, me cago en dios y viva la anarquía!!!?

Transgredir con la palabra como con el acto; ir más allá de carceles “ideologicas” que como una tela de araña intentan atraparnos a todxs para absorbernos la individualidad y hacernos “desfilar” marcialmente con una “banderita” en la mano y la cabeza vacia rellena de consignas de jornada…

Me consta que para mi (como para muchxs otrxs) no existe la posibilidad de salir de la cárcel basandonos en sus leyes… porque su legalidad requiere de mi renuncia a mi identidad política… Y obviamente quien renuncia a su propia identidad politica no solo se traiciona a si mismo, sino a todxs lxs que nos han precedido con anterioridad en esta larga marcha por la dignidad y la libertad.

No hay nada de heroico ni de “mártir” (de estxs está el cementerio lleno) en esta consideración. Lo creo sinceramente y con todo mi corazón y por ello estoy dispuesto a aceptar “pagar el tributo” por ser coherente conmigo mismo y cuanto pienso/siento…

(…)

Desearía que no se confundiese la llamada “Operacion Osadia” con la supuesta desarticulación de la FEDERAZIONE ANARCHICA INFORMALE; esto es lo que les gustaría (en sus sueños húmedos) al dueto Ganzi-Comodi!!!

Ignoro en que medida puedo ser responsable en la “creación”, “organización”, y/o “planificación” de la FAI/FRI y/o sus “campañas” y “acciones”… pero si esto fuese asi solo puedo decir que me sentiria muy honrado y orgulloso de ello…

(…)

Quiero aprovechar estas letras para abrazar a todxs mis compañerxs “co-imputadxs” (qué palabra de mierda!) en la llamada “Operación Osadía” (a lxs conocidxs y desconocidxs) con FUERZA y AMOR; de celda a celda; de corazón a corazón… A Marco Camenisch (y que de una vez nos pongamos en movimiento todxs para arrancarlo de las garras de la oligarquía atómica y capitalista del Estado suizo…) del que tanto he aprendido y tanto aprecio. Abrazar a nuestrxs hermanxs encarceladxs en México y a Mario López (Tripa) deseándole que se recupere pronto y nos continue regalando “caricias de papel” que inspiren llamaradas en las noches cómplices. A Felicity Ryder; huye compañera, huye! Que las sucias manos de “los botones” jamás te toquen!!! Tambien en México, un fuerte abrazo rabiosamente anárquico a ti, Gustavo Rodriguez, (necesario y lindo tu aporte escrito contra lxs “Imbecillis” que debemos continuar desarrollando) y todxs nuestrxs hermanxs guerrerxs en esa latitud del Globo Terráqueo. En Bolivia a Henry Zegarrundo, secuestrado en la mazmorras de Evo Morales y su “guardia roja”… y un guiño amoroso a “Las Noctilucas Descarriadas” que saludo con el corazón en el puño… En Chile, a todxs lxs que ya nos “conocemos” (en breve escribo, llego el correo… besitos a Nahual… ) y a lxs que sin conocernos nos sabemos y sentimos cercanxs; a lxs que continuan en la C.A.S y, en especial, a ti Tortuga que tanto querémos por esta parte del mundo… Y no me olvido (como podría!) de mis hermanitxs Argentinxs (los “presos” y lxs que continuan “libres” echando arena en los engranajes del sistema) aún me consta que hace mucho, muchisimo tiempo, que no doy “señales de vida”… imposible dar a basto con tanta correspondencia!!!! Y volando a la otra parte del mundo, en Indonesia, os saludo y abrazo; Eat y Billy, dignos y orgullosos militantes de la FAI, y no solo!

Y como ya viene siendo habitual, lxs hermanxs de las C.C.F. que hacen palidecer a sus verduguillxs togadxs y uniformadxs con su combativa y digna actitud… Su nuevo texto: “El caos está a las puertas” me hacen sentirme orgulloso de ser anarquista…

Con hermanxs y compañerxs como vosotrxs es imposible el no caminar erguido y la mirada atrevesando los muros y uniformes que hoy “contienen” nuestro avance… NO NOS DETENDRAN!

VIVAN LXS COMPAÑERXS!
VIVA LA ANARQUÍA!

Gabriel.

PD1: Anuncio desde aqui a lxs compas que no pienso (porque no puedo) participar en ninguna H. H. por cuestiones de salud, pero que la apoyaré en la medida de mis posibilidades: rechazando la comida de la cárcel, escribiendo, nosé… haciendo lo que sí pueda…

PD2: Este texto fue escrito antes de que fuera publicada la carta abierta al movimiento italiano de Stefano Fosco, a la cual tengo que contestar dentro de poco. De momento que queda claro que no quiero que se use mi nombre como tampoco que nadie intente esconderse atrás de el, especialmente para sostener posiciones que yo no comparto para nada.

Aquí deixamos un enlace a carta mencionada na segunda P.D., que nós xa publicaramos
hai uns días neste blog: -AQUÍ

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